O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, anunciou que a adesão à greve geral convocada para esta quinta-feira poderá variar entre 55% e 80%. Esta paralisação visa contestar o pacote laboral apresentado pelo Governo. Durante uma entrevista à RTP Notícias, Mourão expressou confiança na adesão, embora tenha sublinhado que “ainda é cedo para lançar números”. Ele acredita que esta greve servirá como um sinal claro para o Governo sobre a insatisfação existente.
Mário Mourão explicou que a convocação da greve geral é uma resposta ao “impasse” nas negociações do anteprojeto do Governo, que não trouxe novas propostas desde julho. “O que a UGT pretende é que a proposta que vá para a Assembleia da República seja melhor do que a que foi entregue aos parceiros sociais”, afirmou. O sindicalista destacou que a UGT está disposta a dialogar, mas não aceitará que as negociações sejam adiadas sem resultados concretos.
O secretário-geral da UGT não descartou a possibilidade de uma nova greve geral, caso as negociações não avancem de forma satisfatória. “Eu não posso excluir essa possibilidade”, disse, reforçando a determinação da UGT em lutar pelos direitos dos trabalhadores.
A greve geral de hoje, 11 de dezembro, centra-se na proposta do Governo intitulada “Trabalho XXI”, que os sindicatos consideram prejudicial, pois retira direitos aos trabalhadores e aumenta a precariedade. Por outro lado, o Executivo defende que as medidas são essenciais para promover o crescimento económico. Este movimento marca a primeira vez desde 2013 que a UGT e a CGTP se unem numa greve deste tipo.
Leia também: UGT e CGTP unem-se em protesto contra pacote laboral.
greve geral Nota: análise relacionada com greve geral.
Leia também: Greve geral contra revisão da lei do trabalho em Portugal
Fonte: ECO





