O mês de fevereiro de 2026 ficou marcado por um aumento significativo nas insolvências de empresas em Portugal, com um crescimento de 39% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da consultora Iberinform, foram registados 375 processos de insolvência, o que representa um acréscimo de 196 casos em relação a fevereiro de 2025. Este é o maior número de insolvências de empresas dos últimos três anos, totalizando 805 ações desde o início do ano, mais 220 do que no ano passado.
Os distritos do Porto e Lisboa destacam-se como os mais afetados, com 202 e 177 casos de insolvência, respetivamente. Comparando com fevereiro de 2025, o Porto registou um aumento de 51% nas insolvências de empresas, enquanto Lisboa viu um crescimento de 23%.
Em termos percentuais, as subidas mais acentuadas ocorreram na Madeira, que registou um aumento impressionante de 450%, seguida por Santarém (+107%), Viana do Castelo (+100%), Guarda (+75%), Évora (+67%) e Viseu (+63%). Por outro lado, Vila Real (-55%), Castelo Branco (-53%), Portalegre (-40%) e Angra do Heroísmo (-33%) foram os distritos que apresentaram uma diminuição nas insolvências.
Analisando por setores, as atividades de telecomunicações foram as mais afetadas, com um aumento de 200% nas insolvências de empresas. O setor da hotelaria e restauração seguiu com um crescimento de 105%, enquanto a construção e obras públicas registaram um aumento de 66%. O setor dos transportes também não ficou imune, com um crescimento de 55%. Curiosamente, o setor transformador foi o único a apresentar um decréscimo, com uma redução de 50% nas insolvências.
Além do aumento das insolvências, o mês de fevereiro também trouxe notícias negativas em relação à criação de novas empresas. Foram constituídas 3.881 novas empresas, o que representa uma queda de 27% em comparação com o mesmo período do ano passado. No total acumulado, houve uma diminuição de 13%, com 9.353 novas constituições. Lisboa liderou o número de novas empresas, com 2.826 constituições, embora tenha registado uma diminuição de 12% em relação a 2025. O Porto seguiu com 1.620 novas empresas, uma queda de 9%.
Os setores que mais sofreram com a diminuição de novas constituições foram a agricultura, caça e pesca (-43%), telecomunicações (-29%), comércio a retalho (-29%) e transportes (-25%). Apenas o setor de eletricidade, gás e água conseguiu um crescimento de 41% em novas constituições.
A situação atual levanta preocupações sobre a saúde da economia portuguesa e a capacidade das empresas de se adaptarem a um ambiente cada vez mais desafiador. Leia também: O impacto das mudanças climáticas na economia.
insolvências de empresas Nota: análise relacionada com insolvências de empresas.
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Fonte: ECO





