O ano de 2025 está a revelar-se um dos piores anos de sempre em termos de área ardida em Portugal. De acordo com o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), até 31 de agosto, registaram-se 7.046 incêndios que consumiram cerca de 254 mil hectares de floresta e terreno agrícola. Este cenário alarmante coloca 2025 como o terceiro pior ano na história do país em relação à área ardida.
Embora o número total de incêndios tenha ficado abaixo da média histórica, a gravidade da situação é inegável. A análise do SGIFR, a que a agência Lusa teve acesso, destaca que 17% dos grandes incêndios iniciaram-se durante a noite, um fator que complica ainda mais o combate às chamas. Este fenómeno é preocupante, uma vez que os incêndios noturnos são mais difíceis de controlar e podem propagar-se rapidamente.
A situação atual levanta questões sobre a eficácia das estratégias de prevenção e combate a incêndios em Portugal. Apesar dos esforços contínuos para melhorar a gestão florestal e a resposta a incêndios, os dados de 2025 indicam que ainda há muito a fazer. A área ardida não só afeta a biodiversidade e os ecossistemas, mas também tem um impacto significativo na economia local e na qualidade de vida das populações afetadas.
As autoridades têm apelado à população para que se mantenha vigilante e reporte qualquer atividade suspeita que possa originar incêndios. A colaboração da comunidade é essencial para mitigar os riscos e proteger as áreas florestais. Além disso, é fundamental que se invista em medidas de prevenção e na sensibilização da população sobre a importância da preservação do meio ambiente.
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A situação em 2025 é um alerta para a necessidade de um enfoque mais robusto na proteção das florestas e na implementação de políticas eficazes que visem reduzir a área ardida nos próximos anos. O futuro das nossas florestas depende da ação coletiva e da responsabilidade de cada um.
área ardida Nota: análise relacionada com área ardida.
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Fonte: Sapo





