A despesa do Estado em grandes obras deverá sofrer uma redução significativa de 2,93 mil milhões de euros no próximo ano. De acordo com o Orçamento do Estado (OE) para 2026, preparado pelo Governo de Luís Montenegro, os gastos com grandes investimentos passarão de 7,39 mil milhões em 2025 para 4,46 mil milhões em 2026. Este documento, já entregue na comissão parlamentar de Finanças, revela que a maior parte da despesa com estes projetos foi realizada em 2025, com a área da mobilidade, infraestruturas e comunicações a destacar-se no próximo ano, com um investimento previsto de 1,22 mil milhões de euros. Este valor inclui, entre outros, as expansões dos metros de Lisboa e do Porto, bem como investimentos na ferrovia e na rodovia.
Além da redução nas grandes obras, outro tema em destaque é a garantia pública na compra de casa. Entre janeiro e julho deste ano, o número de contratos de crédito para habitação própria e permanente, ao abrigo da garantia do Estado, atingiu 13.200, totalizando 2,5 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. A utilização desta medida é mais expressiva em regiões menos densamente povoadas, como o Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Beira Baixa, onde o peso dos empréstimos é significativamente maior. No Alto Alentejo, por exemplo, 56,16% das casas adquiridas foram compradas com esta garantia, enquanto na Grande Lisboa esse número é de apenas 32,32%.
A importância da garantia pública na habitação é evidente, pois permite que muitos jovens, especialmente aqueles que vivem fora dos grandes centros urbanos, consigam realizar o sonho da casa própria. Esta medida é um reflexo da necessidade de apoiar a habitação acessível em todo o país, contribuindo para uma maior inclusão social.
Por outro lado, o Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO) do Conselho da Europa alertou que nem a GNR nem a PSP desenvolveram estratégias eficazes de combate à corrupção até ao momento. Esta falta de ação é uma das 28 recomendações feitas após a quinta ronda de avaliação, que deverá ser revista até setembro de 2026.
Em suma, a redução nas grandes obras e a relevância da garantia pública na habitação são temas que merecem atenção. O futuro das grandes obras em Portugal parece incerto, enquanto a garantia pública continua a ser uma ferramenta vital para a aquisição de habitação, especialmente em regiões menos urbanizadas.
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grandes obras Nota: análise relacionada com grandes obras.
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Fonte: ECO





