A administração do ex-presidente norte-americano Donald Trump decidiu reconsiderar as licenças atribuídas à Ocean Winds, uma joint-venture entre a EDP Renováveis e a Engie, para o projeto SouthCoast Wind. Esta informação foi avançada pela Reuters, que se baseou em documentos de um processo judicial federal.
As licenças em questão foram concedidas pela administração anterior, liderada por Joe Biden. Contudo, a nova Casa Branca está a reavaliar a aprovação dos planos de operação e construção do parque eólico. Os advogados do SouthCoast Wind argumentam que o atraso e o pedido de devolução das licenças são meros pretextos para o desejo do Presidente de eliminar projetos eólicos offshore, independentemente do seu impacto ambiental.
Além do projeto da EDP e Engie, a Bloomberg, citada pelo El Economista, também reportou a retirada de licenças à Iberdrola para dois projetos eólicos offshore em Massachusetts, designados New England Wind 1 e 2. Estas decisões refletem uma tendência do governo norte-americano em restringir o desenvolvimento da indústria de energias renováveis.
É importante notar que, ao contrário do projeto Revolution Wind da dinamarquesa Orsted, que já estava 80% concluído quando foi suspenso, tanto a EDP quanto a Engie ainda se encontram numa fase inicial do seu parque eólico. Assim, o impacto deste revés poderá ser menos significativo para as duas empresas.
Por outro lado, as medidas tomadas pela administração Trump não precisam ser definitivas. Um exemplo disso é o projeto Empire Wind da norueguesa Equinor, que também foi suspenso, mas teve a sua suspensão posteriormente levantada.
Os próximos passos da administração norte-americana em relação ao parque eólico SouthCoast Wind e a outros projetos semelhantes serão cruciais para o futuro das energias renováveis nos Estados Unidos. Leia também: O impacto das políticas energéticas na transição verde.
parque eólico parque eólico Nota: análise relacionada com parque eólico.
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Fonte: ECO

