Pedro Duarte, candidato do PSD à câmara municipal do Porto, deixou claro que não irá aceitar qualquer tipo de acordos com o Chega. Em entrevista ao Diário de Notícias, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou: “Em caso algum ponho a hipótese de fazer um acordo de governação com o Chega. Nunca o aceitarei, nunca darei pelouros aos vereadores que eventualmente o Chega venha a eleger”.
Apesar da sua firmeza em não estabelecer acordos com o Chega, Duarte reconhece a importância de ouvir todos os cidadãos, afirmando que, se for eleito presidente, o seu foco será sempre o Porto. “Temos a obrigação ética de acolher a todos”, disse, referindo que questões como a segurança e o combate ao crime são áreas em que estará disposto a dialogar, mesmo que isso implique interagir com o Chega.
O candidato delineou três razões principais que o levam a rejeitar acordos com o Chega. A primeira é de natureza ética, pois considera que algumas atitudes do partido são contrárias ao princípio humanista que sempre caracterizou a cidade do Porto. A segunda razão relaciona-se com a responsabilidade política, uma vez que, segundo Duarte, as propostas do Chega carecem de estudo e avaliação. Por último, a questão da estabilidade governativa é fundamental; para Duarte, um acordo de governação só faz sentido se reforçar a estabilidade e a sustentabilidade de um projeto, algo que, na sua opinião, o Chega não é capaz de garantir.
Pedro Duarte sublinha que a sua recusa em fazer acordos com o Chega não é apenas uma questão de princípios, mas também uma decisão estratégica para assegurar um futuro estável e responsável para a cidade do Porto. “Se há coisa que o Chega não é, é confiável”, conclui.
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acordos com o Chega Nota: análise relacionada com acordos com o Chega.
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Fonte: ECO





