Na sequência do trágico acidente no Elevador da Glória, que resultou em 16 mortos e várias dezenas de feridos, o presidente da Carris, Pedro de Brito Bogas, decidiu colocar o seu cargo à disposição. No entanto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, recusou a renúncia, conforme avançou a SIC Notícias.
Carlos Moedas sublinhou a importância de uma investigação minuciosa para compreender as causas do acidente. O autarca pediu um inquérito que permita esclarecer o que falhou e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer. É fundamental que a Carris, enquanto responsável pela operação do elevador, forneça respostas claras e detalhadas sobre a manutenção e segurança do equipamento.
Tanto Moedas como Pedro de Brito Bogas estiveram presentes no local do acidente logo após a tragédia. Na ocasião, o presidente da Carris afirmou que a manutenção do Elevador da Glória foi “escrupulosamente respeitada”. Contudo, a confiança de Moedas em Bogas não foi confirmada quando questionado pela RTP, deixando no ar a dúvida sobre o futuro do presidente da Carris.
O Elevador da Glória, uma das principais atracções turísticas de Lisboa, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, num percurso de aproximadamente 265 metros. A sua popularidade entre os visitantes da cidade torna o acidente ainda mais impactante, levando o Governo a decretar um dia de luto nacional, que foi observado na quinta-feira.
A tragédia levanta questões sobre a segurança dos transportes públicos em Lisboa e a responsabilidade das entidades envolvidas. O Elevador da Glória, que é uma peça icónica do património da cidade, precisa de um escrutínio rigoroso para garantir a segurança dos seus utilizadores.
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Elevador da Glória Nota: análise relacionada com Elevador da Glória.
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Fonte: ECO





