Maior consórcio do PRR avança com inovações na indústria

O consórcio Produtech R3, o maior do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), está a avançar com inovações significativas na indústria portuguesa. Com 107 participantes e uma execução física de 70%, o projeto tem como objetivo desenvolver novas tecnologias de produção até junho de 2026. Entre os 85 produtos, processos e serviços em desenvolvimento, destaca-se uma solução para a deteção automática de defeitos em pratos da Vista Alegre. Este sistema, que utiliza inteligência artificial, já está a otimizar a produção na fábrica de Ílhavo.

Na região de Leiria, a empresa Selmatron, em colaboração com o Instituto Superior Técnico, criou uma máquina que realiza a segregação automática de resíduos na unidade da GNL, pertencente ao Grupo Manuel Champalimaud. Esta inovação evita que materiais como polímero e metal sejam enviados para aterros, promovendo a reciclagem na indústria automóvel.

Mais ao norte, no complexo industrial da Colep Packaging em Vale de Cambra, um novo sistema de controlo de qualidade para embalagens metálicas foi desenvolvido em parceria com a Introsys e o INESC TEC. Este sistema é capaz de inspecionar quatro produtos por segundo, utilizando tecnologia avançada de visão artificial para identificar defeitos.

O investimento total do Produtech R3 ultrapassa os 166 milhões de euros, com 95,7 milhões provenientes do PRR. O porta-voz do consórcio, José Carlos Caldeira, afirma que o projeto mantém o número de produtos e serviços em desenvolvimento, apesar de algumas alterações no prazo de execução. Embora a execução financeira esteja atualmente em 50%, Caldeira acredita que os principais indicadores de desempenho serão cumpridos.

O consórcio, que inclui 44 empresas da fileira das tecnologias de produção e 37 empresas industriais de diversos setores, visa desenvolver soluções para desafios comuns a várias indústrias. Paulo Sousa, CEO da Colep Packaging, sublinha que este projeto não só cria valor, mas também aumenta a competitividade das empresas portuguesas no mercado internacional.

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Além disso, o Produtech R3 tem como meta a publicação de uma centena de artigos científicos em colaboração com instituições de investigação, o que poderá melhorar a posição de Portugal no European Innovation Scoreboard. O consórcio está também a trabalhar na internacionalização, participando em feiras e identificando novos mercados para as tecnologias de produção.

Com a redução dos fundos estruturais prevista para o próximo período de programação, é crucial que as empresas portuguesas se preparem para participar em programas europeus de financiamento. José Carlos Caldeira destaca a importância de iniciar este processo de transição, que requer tempo e preparação.

Leia também: O impacto do PRR na inovação industrial em Portugal.

Produtech R3 Produtech R3 Nota: análise relacionada com Produtech R3.

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Fonte: ECO

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