A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defende a implementação de uma política industrial da saúde, apelando ao Governo para que reduza os custos de contexto nesta área. Em comunicado, a CIP sublinha a importância de uma colaboração ativa entre vários ministérios, incluindo os da Reforma do Estado, Saúde, Economia, Coesão Territorial e Educação, Ciência e Inovação, para criar um ambiente favorável ao investimento e potenciar a capacidade industrial do país no setor da saúde.
Os dados mais recentes da Aicep revelam que as exportações da fileira da saúde em Portugal cresceram 85% no primeiro semestre de 2024. A CIP considera este desempenho “muito positivo”, destacando que o setor é dinâmico, competitivo e bem integrado nas cadeias de valor internacionais. Em 2024, as exportações de bens do setor da saúde ultrapassaram os quatro mil milhões de euros, com os Estados Unidos a liderar como o principal destino, representando 29,6% das exportações, seguidos pela Alemanha, Espanha, França e Bélgica.
O presidente do conselho da saúde, prevenção e bem-estar da CIP, enfatiza que “todos os países mais desenvolvidos possuem setores da saúde robustos em termos de I&D e indústria”, e acredita que Portugal tem as condições necessárias para seguir este padrão. Com as competências existentes no país, é possível diversificar mercados e estimular as exportações, não apenas de bens, como medicamentos e dispositivos médicos, mas também de serviços, incluindo a realização de ensaios clínicos.
Atualmente, o setor da saúde em Portugal conta com cerca de 118 mil empresas, que empregam aproximadamente 424 mil pessoas. Este setor representa um volume de negócios anual superior a 40 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 14 mil milhões de euros. A CIP acredita que, com as medidas certas, a política industrial da saúde pode ser um pilar estratégico para a economia nacional.
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Fonte: ECO





