O Ministério da Defesa da Rússia declarou hoje que não tinha a intenção de atacar a Polónia com os seus drones. Esta afirmação surge em resposta às declarações do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que afirmou que os drones foram claramente direcionados para alvos polacos. A Rússia, por sua vez, não confirmou se os drones realmente entraram no espaço aéreo da Polónia.
No comunicado, o Ministério russo sublinhou que “não houve intenção de atacar alvos em território polaco” e manifestou disponibilidade para realizar consultas sobre o assunto com o Ministério da Defesa polaco. No entanto, a versão russa foi contestada por Pistorius, que considerou que os drones que invadiram o espaço aéreo polaco foram enviados com o propósito de provocar, desmentindo assim a narrativa russa. “Não há absolutamente nenhuma razão para supor que se trate de erros de trajetória de voo ou incidentes semelhantes”, afirmou o ministro alemão.
A Polónia, por sua vez, denunciou a incursão de drones russos e solicitou formalmente uma consulta urgente aos aliados da NATO, invocando o Artigo 4.º da Aliança Atlântica. Este artigo permite que os membros da aliança se reúnam sempre que um deles considerar que a sua “integridade territorial, a independência política ou a segurança” estão ameaçadas.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, descreveu a situação como “mais próxima de um conflito aberto do que nunca desde a Segunda Guerra Mundial”, embora tenha ressalvado que não existem motivos para afirmar que o país está em guerra. Em resposta à ameaça, a NATO ativou aviões polacos e neerlandeses para monitorar a situação, além de ter colocado em alerta baterias alemãs Patriot, sistemas de defesa antiaérea de origem norte-americana que estão atualmente na Polónia. Um avião italiano de vigilância aérea também foi mobilizado para a missão.
A tensão entre a Rússia e a Polónia, acentuada pela recente incursão de drones russos, levanta preocupações sobre a segurança na região e a possibilidade de um aumento das hostilidades. A situação continua a ser monitorizada de perto pelas autoridades europeias e pela NATO. Leia também: A resposta da NATO às ameaças russas na Europa.
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Fonte: Sapo





