As intervenções de emergência resultantes dos incêndios rurais deste verão em Portugal têm um custo estimado em 3,7 milhões de euros, conforme revelou o Ministério do Ambiente e Energia. Este montante faz parte de uma dotação total de 15 milhões de euros destinada a ações urgentes.
De acordo com a informação enviada à agência Lusa, as intervenções estão divididas em duas categorias: emergentes e críticas, cujos trabalhos estão em grande parte finalizados, e as urgentes. As intervenções emergentes e críticas incluem a retenção de cinzas, limpeza e desobstrução de linhas de água, além da retenção de solos. Estas ações estão a ser realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e por várias câmaras municipais.
A assinatura dos protocolos com os municípios afetados está agendada para o dia 26 de setembro, em Sátão, no distrito de Viseu. Para as intervenções urgentes, que não são consideradas emergentes, já foi feito um levantamento em colaboração com os municípios, abrangendo a reconstrução de infraestruturas e trabalhos de médio prazo.
O ministério destacou que as intervenções em áreas protegidas e na Rede Natura 2000 começaram de forma rápida, graças a um diploma publicado a 24 de agosto, com efeitos retroativos a 1 de julho, que estabelece medidas de apoio e mitigação do impacto dos incêndios. Este diploma, juntamente com a portaria regulamentar de 29 de agosto, permitiu acelerar os procedimentos administrativos, levando à rápida execução de trabalhos prioritários.
Entre as intervenções prioritárias, foram realizadas obras de proteção e controlo da água em várias albufeiras, como as de Vilar, Ferradosa e Vilarinho das Furnas. O ministério sublinhou que estas ações visam garantir a qualidade da água para consumo público, através da construção de barreiras de retenção de sedimentos e da monitorização contínua da qualidade da água nas captações.
As medidas de estabilização de emergência previstas nos contratos-programa incluem o corte e remoção de material vegetal ardido, o controlo de espécies invasoras e a recuperação da rede viária. As intervenções de médio prazo podem prolongar-se até três anos após os incêndios, focando-se na reabilitação ecológica e na proteção das bacias hidrográficas.
Este verão, Portugal continental enfrentou vários incêndios de grandes dimensões nas regiões Norte e Centro, que resultaram na morte de quatro pessoas, incluindo um bombeiro, e causaram ferimentos a várias outras. As chamas destruíram casas, explorações agrícolas e áreas florestais, tornando 2025 um dos anos mais devastadores em termos de área ardida, com cerca de 254 mil hectares afetados até 31 de agosto.
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Fonte: ECO





