Modelo de financiamento da Aicep é criticado por Arroja

Ricardo Arroja, ex-presidente da Aicep, não poupou críticas ao modelo de financiamento da agência, descrevendo-o como “uma manta de retalhos”. Em respostas enviadas à Comissão de Economia, Arroja destacou que a revisão do modelo de financiamento foi um dossier estratégico que ficou pendente após a sua saída. Embora tenha apresentado uma proposta ao então ministro da Economia, Pedro Reis, os avanços foram limitados, não permitindo que o novo modelo fosse incluído no Orçamento do Estado para 2026.

Arroja explicou que, após a proposta ter sido aprovada pelo conselho de administração em 2024, foram realizadas reuniões técnicas com os Ministérios da Economia e das Finanças. Contudo, apenas duas das três reuniões previstas ocorreram, sendo que a última foi cancelada devido ao período eleitoral das legislativas de 2025.

O ex-presidente criticou a atual estrutura de financiamento, afirmando que é incompatível com os princípios de boa gestão, especialmente numa fase em que se exigia um reforço da atividade da Aicep. Nos últimos anos, incluindo 2024, a agência enfrentou um resultado líquido negativo, com o modelo de financiamento a ser marcado pela falta de transferências correntes e pela utilização de saldos de gerência para financiar iniciativas que deveriam ser suportadas por receitas efetivas.

Este ano, a Aicep conseguiu um reforço de receitas correntes de 18,25 milhões de euros, provenientes do IAPMEI. Arroja sublinhou que este reforço foi crucial para lidar com o desequilíbrio nas contas da agência e para a expansão da sua atividade, conforme solicitado pelo Governo. No entanto, lamentou que não tenha sido possível alterar a forma de financiamento da Expo Osaka 2025, que continuou a depender de saldos de gerência.

Leia também  Eurodeputados aprovam programa para indústria de defesa da UE

Além das críticas ao modelo de financiamento da Aicep, Arroja também abordou os constrangimentos enfrentados pelos fundos europeus, como o PRR e o PT2030. Ele apontou que estes programas têm sofrido com a falta de ferramentas informáticas adequadas para a análise e tramitação de candidaturas, o que prejudica a eficiência dos processos. Esta situação, segundo Arroja, contrasta com as promessas políticas de agilidade na análise de candidaturas e pagamentos.

Arroja recordou que, até abril, a Aicep tinha um montante total de investimento contratualizado de 300 milhões de euros, com um objetivo de 3,7 mil milhões de euros para o ano, após os 420 milhões de 2024. A sua análise crítica destaca a necessidade urgente de uma revisão do modelo de financiamento da Aicep, que deve ser mais eficaz e alinhado com as exigências do mercado.

Leia também: A importância do financiamento na promoção de iniciativas económicas.

financiamento Aicep financiamento Aicep financiamento Aicep financiamento Aicep financiamento Aicep Nota: análise relacionada com financiamento Aicep.

Leia também: China restringe exportações de terras raras e afeta empresas europeias

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top