O ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu processar o jornal The New York Times, três dos seus jornalistas e a editora Penguin Random House, exigindo uma indemnização de 15 mil milhões de dólares, o que equivale a cerca de 12,6 mil milhões de euros. Esta ação judicial foi apresentada num tribunal do sul da Florida e baseia-se em três artigos publicados pelo New York Times entre setembro e outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral presidencial.
Os jornalistas envolvidos no processo são Peter Baker, Russ Buettner e Susanne Craig. Os dois primeiros são também co-autores do livro “Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success”, que, segundo Trump, contém alegações difamatórias. O ex-Presidente argumenta que as publicações retratam a sua ascensão mediática de forma negativa, recordando condenações anteriores por falsificação de registos comerciais e citando antigos aliados que o caracterizam como um potencial ditador.
Na sua rede social, Truth Social, Trump já havia anunciado a sua intenção de processar o New York Times, descrevendo-o como “um dos piores e mais degenerados” jornais da história dos EUA. Na carta enviada ao jornal e à editora, Trump critica a perda de credibilidade do New York Times, acusando-o de se ter tornado um “porta-voz do Partido Democrata”.
O processo menciona várias alegações que Trump considera falsas e maliciosas, incluindo a de que ele teria recebido dinheiro do seu pai através de esquemas fraudulentos de evasão fiscal. O New York Times, por sua vez, defendeu-se, afirmando que não vê fundamento para corrigir os artigos em questão, enquanto a editora também nega qualquer difamação relacionada com o livro.
Esta não é a primeira vez que Trump processa o New York Times. Em 2018, ele já havia movido uma ação contra o jornal por artigos sobre as suas finanças e impostos, que se baseavam em documentos confidenciais. Na altura, o juiz rejeitou o pedido de Trump e ordenou que este pagasse 400 mil dólares ao jornal e a três dos seus jornalistas, a título de honorários de advogado.
A situação levanta questões sobre a liberdade de imprensa e os limites da crítica a figuras públicas. O desfecho deste processo poderá ter implicações significativas não só para Trump, mas também para o jornalismo nos Estados Unidos. Leia também: O impacto das ações judiciais de Trump na liberdade de imprensa.
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Fonte: Sapo





