Investimento na Defesa: Oportunidade para Crescimento da Riqueza

O ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou recentemente que o investimento na defesa representa uma clara oportunidade para o crescimento da riqueza em Portugal. Durante a conferência de aniversário do Jornal Económico, Melo afirmou que o país viveu anos de desinvestimento na defesa, o que levou a que o exército se desviasse das suas funções principais. Para ele, a paz é um “intervalo” e não uma condição permanente, o que torna crucial o reforço das capacidades militares.

Melo sublinhou que a defesa foi colocada na agenda política do Governo antes de qualquer pressão internacional, como os relatórios de Mario Draghi. Ele mencionou que o cumprimento da meta de 2% do PIB para a defesa, que equivale a cerca de seis mil milhões de euros, só será alcançado agora, com um investimento de 1,2 mil milhões de euros em bens, infraestruturas e equipamentos. Destes, 70% serão direcionados para “defesa pura e dura”, enquanto 30% serão alocados a áreas de soberania, como pensões.

O ministro enfatizou que Portugal está a alinhar-se com as exigências da NATO, não apenas em termos de armamento, mas também envolvendo as indústrias de defesa. O investimento na defesa é visto como uma oportunidade para o país, que inclui a utilização de materiais de duplo uso. Por exemplo, um helicóptero pode ser utilizado tanto em operações de combate como em situações de emergência médica ou no combate a incêndios.

Para garantir que esta oportunidade seja aproveitada, o Governo fez uma inventariação das necessidades e uma calendarização dos investimentos, o que promete um retorno significativo para a indústria nacional. Nuno Melo mencionou ainda a criação de uma constelação de satélites, que será comercializada a nível global, e os estaleiros de Viana do Castelo como exemplos de como Portugal pode apostar em tecnologia.

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Além disso, o ministro anunciou a compra de aeronaves no valor de 200 milhões de euros, dos quais 70 milhões serão investidos em território nacional. Os KC390 são uma prova do potencial que estas aquisições têm para a indústria portuguesa. Melo acredita que, ao envolver a indústria nas aquisições de equipamentos, o país poderá transformar-se num contribuinte líquido para a economia.

Por fim, Nuno Melo abordou a questão dos extremismos na Europa, afirmando que o investimento na defesa deve ser acompanhado por respostas concretas aos problemas das pessoas. Ele defende que a moderação é a chave para a paz e que o aventureirismo, que alimenta os extremismos, perderá força se forem dadas soluções eficazes. “Os extremismos trouxeram a guerra, a moderação trouxe a paz”, concluiu.

Leia também: O impacto do investimento na defesa na economia nacional.

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Fonte: Sapo

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