Motoristas TVDE negam salários abaixo do mínimo nacional

As plataformas de transporte em veículos descaracterizados (TVDE) contestam as alegações de que existem motoristas a trabalhar 40 horas por semana e a receber menos do que o salário mínimo nacional, atualmente fixado em 870 euros. Em resposta a declarações do presidente da Associação de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD), Ivo Miguel Fernandes, a Uber sublinha que a realidade do setor é diferente.

De acordo com a Uber, o crescimento contínuo do setor é um claro indicador da sua atratividade, tanto em termos de atividade como de rendimentos. A empresa refere que, com dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), o número de motoristas e de empresas operadoras tem aumentado, o que demonstra a sustentabilidade económica do TVDE.

O responsável da Uber afirmou que a maioria dos motoristas está satisfeita com a experiência na plataforma. Em 2024, o faturamento de operadores TVDE, restaurantes e estafetas através da Uber e Uber Eats em Portugal ultrapassou os 900 milhões de euros, um aumento significativo em relação aos 500 milhões de 2023.

A Bolt, outra plataforma de TVDE, também defende que os motoristas que trabalham 40 horas por semana conseguem rendimentos líquidos próximos do salário médio nacional. Mário de Morais, responsável pela Bolt em Portugal, reforçou que o setor não é um “cemitério de empresas”, como sugerido por Fernandes. Segundo dados do IMT, o número de empresas certificadas aumentou, e a atividade do setor tem mantido um crescimento líquido nos últimos anos.

As plataformas rejeitam ainda a ideia de que o setor não é sustentável, apresentando dados que mostram um aumento no número de motoristas e veículos em operação. A Uber destacou que, entre 2013 e 2023, o número de empresas triplicou, assim como o volume de negócios, que quadruplicou, atingindo cerca de mil milhões de euros anuais.

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Em relação à recomendação da APTAD sobre um rácio de ocupação de veículos, as plataformas argumentam que a imposição de limites artificiais poderia prejudicar tanto os consumidores como os operadores. A Uber e a Bolt defendem que o mercado deve ser naturalmente concorrencial, sem regras rígidas que possam desajustar a oferta.

Os utilizadores têm relatado tempos de espera mais longos e maior rejeição de viagens, o que as plataformas atribuem a um aumento da procura, e não a uma escassez de motoristas. Mário de Morais da Bolt explicou que, com o crescimento do mercado de viagens, é normal que haja momentos de saturação da oferta.

No geral, as plataformas de TVDE reafirmam a sua posição de que o setor é rentável e atrativo, desmentindo as alegações de que os motoristas estão a receber abaixo do salário mínimo nacional. Leia também: “A evolução do mercado TVDE em Portugal”.

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Fonte: ECO

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