Aumento de ataques cibernéticos previsto após Black Friday

Os ataques cibernéticos estão a ser cada vez mais direcionados para pequenas e médias empresas, que geralmente possuem menos recursos e preparação para enfrentar este tipo de incidentes. Esta tendência foi destacada pela Allianz Commercial, que alerta para um aumento significativo da atividade criminosa a partir da Black Friday.

Michael Daum, diretor global de sinistros cibernéticos da Allianz Commercial, sublinha que “cada minuto que um invasor permanece no sistema aumenta exponencialmente o impacto”. Um ataque que evolui para o roubo e encriptação de dados pode ser mil vezes mais dispendioso do que um incidente que é detetado e contido precocemente. Este alerta é especialmente relevante para as pequenas e médias empresas, que são alvos preferenciais devido à sua vulnerabilidade.

De acordo com um estudo da Verizon, o ransomware, um tipo de software malicioso que bloqueia sistemas ou encripta dados, esteve envolvido em 88% das violações de dados em pequenas e médias empresas, em comparação com apenas 39% nas grandes empresas. Este tipo de ataque continua a ser a principal causa de perdas, representando 60% do valor dos grandes sinistros cibernéticos na carteira de seguros da Allianz.

Apesar da predominância do ransomware, existem outros riscos que também exigem atenção. As cadeias de abastecimento digitais, a regulamentação de privacidade e a engenharia social são áreas que merecem um foco redobrado, especialmente com a aproximação da Black Friday, um período em que se espera um aumento da atividade criminosa.

As grandes empresas, por sua vez, estão a tornar-se mais resilientes face a ciberataques, graças ao fortalecimento da cibersegurança e à melhoria das suas capacidades de resposta. O Cyber Security Resilience Outlook da Allianz Commercial revela que, no primeiro semestre deste ano, foram reportados cerca de 300 sinistros cibernéticos, um número semelhante ao do ano anterior. No entanto, a gravidade média das perdas diminuiu mais de 50%, e a frequência de grandes sinistros caiu cerca de 30%.

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Apesar destes avanços, a Allianz alerta que o risco crescente não deve ser subestimado. A seguradora prevê que, até ao final do ano, o total de sinistros se mantenha estável em torno dos 700 casos, com um pico esperado entre a Black Friday e o final do ano. Além disso, os ataques de roubo de dados estão a aumentar, com 40% das grandes reclamações em 2025 a incluir esta componente, um aumento significativo em comparação com 25% em 2024.

Os setores mais vulneráveis a ataques cibernéticos incluem a indústria transformadora (33%), serviços profissionais (18%) e retalho (9%). É importante notar que os incidentes não relacionados com ataques diretos, mas sim com falhas técnicas ou erros humanos, representam 28% do valor dos grandes sinistros, o que representa o nível mais alto de sempre.

Por fim, há previsões de que o mercado de seguros cibernéticos a nível global deverá mais do que duplicar, atingindo os 30 mil milhões de dólares até ao final da década. Jarrod Schlesinger, diretor global de linhas financeiras e cibernéticas da Allianz, destaca que a penetração do seguro cibernético ainda é baixa, mas é essencial para reforçar a resiliência das empresas num contexto de rápidas mudanças tecnológicas e regulatórias. Muitas empresas ainda desconhecem a amplitude da cobertura, que pode incluir custos de resposta a violações, interrupções de negócio e até multas regulatórias.

Leia também: A importância da cibersegurança nas pequenas empresas.

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Fonte: ECO

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