Revolut aposta em private banking e adia IPO

A Revolut está a dar um passo significativo na sua estratégia de crescimento ao anunciar o lançamento de um novo serviço de private banking, destinado a atrair clientes com patrimónios elevados. Este movimento vem acompanhado da decisão de adiar a sua entrada em bolsa, que deixou de ser uma prioridade para a empresa. A nova oferta incluirá uma plataforma online e a assistência de gestores de riqueza, que trabalharão em parceria com instituições de banca de investimento e tecnologia.

Em entrevista ao ECO, Tara Massoudi, a responsável pelos Produtos Premium da Revolut, explicou que o serviço será totalmente digital, mas com um toque humano, através de gestores privados dedicados a cada cliente. “Vemos uma grande margem para melhorias nesta área da banca, e queremos abordá-la de uma forma diferente dos bancos tradicionais”, afirmou Massoudi durante a inauguração da nova sede em Londres.

A Revolut já tem alguns parceiros selecionados para esta nova fase, embora os nomes ainda não tenham sido divulgados. A empresa tem como objetivo atingir 100 milhões de clientes e gerar receitas de 100 mil milhões de dólares (cerca de 85 mil milhões de euros). “O IPO não é uma prioridade neste momento”, sublinhou Ignacio Zunzunegui, responsável pela área de Crescimento da Revolut no sul da Europa.

Recentemente, a Revolut anunciou um investimento de 11,5 mil milhões de euros nos próximos cinco anos, que inclui a criação de dez mil novos empregos a nível global. Este investimento foi apresentado durante a cerimónia de abertura da sede no bairro financeiro de Canary Wharf, em Londres, e marca também o décimo aniversário da empresa.

A oferta de private banking da Revolut irá competir diretamente com instituições como UBS e Morgan Stanley, posicionando-se acima do plano “Ultra”, que já oferece serviços premium aos seus clientes. A estratégia inicial será focada na União Europeia, antes de se expandir para o Reino Unido.

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Zunzunegui comentou ainda sobre a importância do Reino Unido para a Revolut, que conta com 12 milhões de clientes neste mercado. “Investir aqui faz sentido, especialmente com a criação de um escritório que pode acomodar milhares de colaboradores”, afirmou.

A chanceler do Tesouro britânico, Rachel Reeves, também marcou presença no evento, destacando a abertura do Reino Unido a investimentos externos. “A Grã-Bretanha é um país acolhedor para negócios, e queremos atrair talento global”, disse Reeves, referindo-se a investimentos recentes de empresas como Google e Microsoft.

Com este novo foco em private banking e um robusto plano de investimento, a Revolut parece estar a preparar-se para um futuro promissor, mesmo que a entrada em bolsa tenha sido colocada em segundo plano. Leia também: Revolut avalia compra de banco nos EUA para obter licença.

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Fonte: ECO

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