A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou que a Impresa já forneceu todos os esclarecimentos necessários, após a suspensão das negociações das suas ações, que ocorreu esta manhã. A decisão de suspender a negociação visou permitir que o mercado e os investidores pudessem analisar melhor as informações sobre as negociações em curso para a venda de uma “participação relevante” ao grupo MFE.
José Miguel Almeida, administrador da CMVM, explicou que a suspensão foi comunicada na sexta-feira, de forma a garantir que todos os interessados pudessem absorver e compreender a informação prestada. A suspensão foi levantada e as negociações foram retomadas às 10h02, com as ações da Impresa a registarem um aumento superior a 56%. Desde o início do ano, a empresa já acumula uma valorização de cerca de 83%, com uma capitalização bolsista que ultrapassa os 33 milhões de euros.
Almeida destacou que a informação divulgada foi considerada adequada para levantar a suspensão, sublinhando que agora cabe aos investidores reavaliarem as suas expectativas em relação à Impresa. “A preocupação da CMVM é que esteja no público a informação que é pública”, acrescentou.
Em comunicado oficial, a Impresa confirmou as negociações com o grupo MFE, um gigante italiano com forte presença em Espanha e na Alemanha. A empresa admitiu que o acordo poderá envolver a “aquisição” de uma participação significativa, mas fontes do ECO indicam que o negócio poderá resultar numa mudança de controlo acionista, com a aquisição de 75% da Impreger pelos investidores italianos.
Caso se confirme esta mudança, a família Balsemão passaria a ser acionista minoritária, o que implicaria a obrigatoriedade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Impresa SGPS, de acordo com os artigos 186º e seguintes do Código de Valores Mobiliários.
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Fonte: ECO





