Despedimentos coletivos aumentam 13% até agosto de 2023

Nos primeiros oito meses de 2023, as empresas em Portugal comunicaram um total de 359 despedimentos coletivos, o que representa um aumento de 13% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este é o nível mais elevado desde 2020, conforme os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Entre janeiro e agosto, foram registados 359 despedimentos coletivos, mais 41 do que os 318 contabilizados em 2022. Este aumento reflete uma tendência preocupante no mercado de trabalho, com os despedimentos coletivos a atingirem um recorde em julho, quando foram comunicados 455 casos.

Dos 359 despedimentos coletivos reportados até agora, 128 foram de microempresas, 143 de pequenas empresas, 54 de médias empresas e 34 de grandes empresas. O impacto destes despedimentos é significativo, uma vez que o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos aumentou 27,3% até agosto, totalizando 5.332. Destes, 5.212 foram efetivamente despedidos, o que representa um aumento de 32,7% em relação ao ano anterior.

Os dados mostram que o número de trabalhadores afetados por despedimentos coletivos tem vindo a crescer desde 2023. O valor atual é já mais do dobro do que o registado no mesmo período do ano passado, quando 2.343 trabalhadores foram abrangidos. Este aumento é também o mais elevado desde 2020, quando se registaram 5.371 despedimentos.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo e o Norte continuam a ser as áreas com o maior número de despedimentos coletivos, com 176 e 109 casos, respetivamente. Em agosto, foram efetivamente despedidos 634 trabalhadores, um número superior aos 558 do ano anterior, mas inferior aos 781 registados em julho. A região Norte foi a mais afetada, com 80,4% dos despedimentos, totalizando 510 trabalhadores.

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As indústrias transformadoras, bem como o setor das telecomunicações e serviços de informação, foram as áreas com maior número de despedimentos em agosto. A principal razão apontada para estes despedimentos coletivos é a redução de pessoal, que representa 88% dos casos.

Esta situação levanta preocupações sobre a estabilidade do mercado de trabalho em Portugal. Leia também: O impacto da crise económica nas pequenas empresas.

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Fonte: ECO

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