Impacto do acidente do Elevador da Glória na imagem de Moedas

Uma sondagem recente da Pitagórica, realizada para a TVI, CNNPortugal, ECO, TSF, JN e Sol, indica que a maioria dos lisboetas não acredita que Carlos Moedas deva ter se demitido após o trágico acidente com o Elevador da Glória, ocorrido há cerca de um mês. De acordo com os dados, 69% dos inquiridos consideram que não havia razão para a demissão do autarca, enquanto apenas 24% defendem o contrário.

Carlos Moedas, que se encontra na corrida pela Câmara Municipal de Lisboa, aparece à frente de Alexandra Leitão, mas com uma vantagem reduzida. A sondagem revela um empate técnico entre os dois candidatos, refletindo a incerteza no eleitorado.

Quando questionados sobre a demissão do presidente da Carris, Pedro Bogas, 51% dos participantes afirmaram que não fazia sentido a sua saída, enquanto 34% acreditam que a administração deveria ter sido responsabilizada pelo acidente. Moedas, na sua resposta às críticas, fez questão de distinguir entre responsabilidade política e a necessidade de demissão, uma posição que parece ter ressoado com os eleitores.

A sondagem também mostra que 40% dos inquiridos consideram que a responsabilidade pelo acidente recai tanto sobre o executivo camarário atual como sobre administrações anteriores. Esta divisão de opiniões sugere que a questão da responsabilidade política é complexa e multifacetada.

Em relação à imagem pública de Carlos Moedas após o acidente, 48% dos entrevistados afirmam que a sua percepção não mudou, enquanto 46% acreditam que piorou. Contudo, apenas 17% consideram que a sua imagem se tornou muito mais negativa. Esta percepção poderá influenciar o seu desempenho nas próximas eleições.

Relativamente à possibilidade de penalização nas urnas, quase 60% dos inquiridos afirmam que Moedas não deve ser responsabilizado pelo sucedido, enquanto 35% defendem que sim. Esta resposta sugere que, apesar do acidente, muitos eleitores ainda confiam na liderança do autarca.

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A sondagem foi realizada entre 23 e 28 de setembro de 2025, com uma amostra de 625 entrevistas efetivas, o que confere uma margem de erro de +/- 4,00% para um nível de confiança de 95,5%. Os resultados completos estão disponíveis junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social.

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Carlos Moedas Carlos Moedas Nota: análise relacionada com Carlos Moedas.

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Fonte: ECO

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