Israel anunciou que os ativistas da flotilha humanitária, detidos nas últimas horas, estão “seguros e em bom estado de saúde”. Entre os detidos encontram-se três portugueses, que estavam a caminho da Faixa de Gaza. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou que alguns dos ativistas da flotilha de Gaza, conhecida como Sumud Global, estão a ser transferidos para território israelita.
No comunicado divulgado nas redes sociais, a diplomacia israelita informou que os procedimentos de deportação para a Europa já começaram, assim que os detidos chegarem a solo israelita. A flotilha, que inclui várias embarcações, foi interceptada pela Marinha de Israel, e a organização confirmou a detenção do ativista português Miguel Duarte, que estava a bordo de uma das embarcações.
A organização Flotilha Sumud Global denunciou que as comunicações foram cortadas durante a operação e que o estado dos participantes permanece incerto. “Trata-se de um ataque ilegal contra trabalhadores humanitários desarmados. Apelamos aos governos e instituições internacionais para que exijam a sua segurança e libertação imediatas”, afirmou a organização.
Miguel Duarte, em um vídeo divulgado antes da sua detenção, afirmou: “Se estás a ver este vídeo, é porque eu fui ilegalmente capturado pelas forças israelitas e levado para Israel contra a minha vontade”. A flotilha de Gaza, que contava com pelo menos 13 embarcações, foi alvo de uma operação militar que resultou na interceção de várias delas em águas internacionais.
Além de Miguel Duarte, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, e a atriz portuguesa Sofia Aparício também foram detidas. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que está em contacto com Paulo Rangel para acompanhar a situação e que o Governo está a prestar apoio consular. “Não é de desprezar que uma destas pessoas é titular de um órgão de soberania”, sublinhou.
O Governo do Brasil também se manifestou, confirmando que há brasileiros entre os ativistas detidos, incluindo a deputada Luizianne Lins. O Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro expressou preocupação com a interceção das embarcações e reafirmou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais.
Apesar das interceções, a organização Flotilha Sumud Global garantiu que 30 embarcações continuam a caminho de Gaza, a cerca de 46 milhas náuticas da costa do enclave palestiniano. A situação continua a ser monitorizada de perto pelas autoridades internacionais.
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flotilha de Gaza flotilha de Gaza Nota: análise relacionada com flotilha de Gaza.
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Fonte: ECO





