Paralisação nos EUA afeta mercados em outubro

Outubro não começou da melhor maneira para os mercados financeiros, especialmente para os investidores, devido à paralisação das agências federais nos Estados Unidos. Esta situação surge após o país ter ficado sem orçamento, resultando numa suspensão das atividades governamentais.

Os analistas da XTB destacam que a paralisação terá como consequência despedimentos temporários e permanentes de funcionários federais. Contudo, o impacto mais significativo para os mercados será o adiamento da divulgação do relatório de dados de emprego, que o Bureau of Labor Statistics (BLS) não publicará durante este período. A falta de dados económicos pode provocar tensões nos mercados acionistas e complicar os preparativos da Reserva Federal dos EUA (Fed) para a sua próxima decisão sobre as taxas de juro.

Historicamente, as paralisações governamentais geram volatilidade inicial e receios entre os investidores. Esta incerteza tem contribuído para o aumento dos preços do ouro, à medida que os investidores procuram refúgio em ativos considerados mais seguros.

A paralisação ocorre após o presidente Donald Trump ter cancelado reuniões entre democratas e republicanos, considerando as exigências destes últimos como “pouco sérias”. Os democratas pedem uma prorrogação dos subsídios que limitam os custos do seguro de saúde sob a Lei de Cuidados Acessíveis, uma medida que está prestes a expirar e que faz parte dos cortes do Medicaid aprovados anteriormente.

Embora a paralisação tenha um impacto significativo na divulgação de dados económicos, os analistas da XTB afirmam que o efeito inicial sobre os preços das ações deve ser mínimo, dependendo da duração da paralisação. Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, acredita que uma paralisação de curta duração não terá um impacto relevante na economia dos EUA. No entanto, o risco aumenta se o impasse se prolongar por várias semanas. Os investidores tendem a ver estas situações como parte do jogo político em Washington e esperam uma resolução sem consequências estruturais.

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Na Europa, o dia foi positivo, apesar de um aumento de 0,2 pontos percentuais na inflação, que atingiu os 2,2% em setembro. Ramiro Loureiro, analista do Millennium Investment Banking, explica que este aumento se deve a ajustes nos custos energéticos, que podem ser pontuais, enquanto o ritmo de aumento no cabaz core permaneceu estável.

A bolsa de Lisboa também teve um desempenho positivo, fechando a subir 1,05% para 8.041,23 pontos, o valor mais elevado desde 2011. O setor energético destacou-se, com a EDP Renováveis a disparar 5,54% para 11,82 euros e a Galp a subir 3,26% para 16,63 euros.

Enquanto a paralisação nos EUA continua, em Portugal, o Banco de Portugal deve divulgar a execução orçamental, com o Estado a registar um excedente de 2.327,6 milhões de euros até julho.

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Fonte: Sapo

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