A China tem vindo a percorrer um caminho notável na sua evolução económica, passando de uma fase de imitação para uma crescente capacidade de inovação. Desde a abertura ao mundo em 1978, sob a liderança de Deng Xiaoping, o país tem-se destacado pela produção a baixo custo e pela cópia de produtos estrangeiros. No entanto, a realidade atual é bem diferente. A China está a investir massivamente em investigação e desenvolvimento, especialmente em áreas estratégicas como a inteligência artificial e as tecnologias verdes.
Historicamente, as sociedades que alcançam a hegemonia muitas vezes começam por imitar as civilizações que as precedem. A história da Península Ibérica, por exemplo, ilustra este ciclo. Portugal, após a Reconquista, aprendeu com o mundo islâmico, utilizando conhecimentos em matemática e astronomia para lançar a sua expansão marítima. Com o tempo, a Europa, apoiada pela abundância do Novo Mundo, lançou as bases da Revolução Científica e Industrial, superando o legado árabe.
A China, por sua vez, está a seguir um caminho semelhante. Nos anos 80 e 90, a sua economia era marcada pela cópia, mas a situação está a mudar. Através de um investimento significativo em educação e tecnologia, a China está a formar milhões de jovens nas áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM), superando em número os EUA. Este foco na educação é um dos pilares que sustenta a sua ambição de se tornar uma potência inovadora.
Embora ainda esteja na fase de imitação, a China já apresenta sinais de que está a preparar o terreno para a inovação. O lançamento do DeepSeek, um rival do ChatGPT, é um exemplo claro dessa transição. A capacidade de adaptação e melhoria dos produtos, que antes eram meras cópias, está a dar lugar a inovações que podem mudar o panorama tecnológico global.
Um dos fatores que distingue a China da União Soviética, que falhou em manter a sua hegemonia, é a abertura ao mercado. Apesar do controlo político, a China permite uma relativa liberdade económica, o que tem incentivado o empreendedorismo e a mobilidade social. O “sonho chinês” promove o conhecimento e o estudo, criando um ambiente propício para a inovação.
A China tem, assim, todos os ingredientes para surpreender o mundo. Com uma população de quase 1,5 mil milhões de pessoas e uma crescente classe média, o país está a preparar-se para deixar para trás a fase da imitação e assumir a liderança global em inovação. O próximo grande avanço pode muito bem vir da China, transformando-a numa potência criativa e inovadora.
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Fonte: ECO





