As autárquicas de 2025 em Coimbra prometem ser um embate aceso entre duas figuras proeminentes da política local: Ana Abrunhosa, ex-ministra e candidata do PS, e José Manuel Silva, atual presidente da Câmara Municipal. A coligação liderada por Abrunhosa, que inclui o PS, o Livre e o PAN, visa trazer uma nova dinâmica à cidade, enquanto Silva, que já foi bastonário da Ordem dos Médicos, tenta manter a sua influência.
Abrunhosa, que tem um percurso académico notável e uma forte ligação à Universidade de Coimbra, propõe-se “Avançar Coimbra”, com projetos que incluem a criação de uma Área Metropolitana. A candidata, que já ocupou cargos relevantes no governo, tem enfrentado desafios internos no PS, mas reafirma a sua determinação em liderar a coligação. “A constituição das listas gera sempre alguma tensão, mas estou de corpo e alma nesta candidatura”, afirmou.
Por outro lado, José Manuel Silva, que já uniu várias forças da direita, apresenta-se como um candidato forte, tendo conseguido formar uma coligação com o PSD e o CDS, além de outros partidos menores. A sua gestão tem sido marcada por um estilo direto e assertivo, o que lhe granjeou tanto apoiantes como críticos. Silva tem defendido a necessidade de decisões rápidas na administração local, criticando a lentidão burocrática.
A cidade de Coimbra, conhecida como a “cidade dos estudantes”, vive um momento de transformação, impulsionado pela juventude universitária e por iniciativas inovadoras. O Instituto Pedro Nunes, ligado à Universidade de Coimbra, tem sido um motor de desenvolvimento, gerando empresas de sucesso. Contudo, a disputa política em curso poderá influenciar o futuro da cidade.
A rivalidade entre Abrunhosa e Silva não se limita apenas às suas propostas, mas também ao estilo de liderança que cada um representa. Enquanto Abrunhosa busca uma abordagem mais colaborativa e inclusiva, Silva é visto como um líder que não hesita em confrontar adversários e defender a sua visão para Coimbra.
Com as eleições a aproximarem-se, a cidade observa atentamente as movimentações políticas. O resultado poderá não apenas definir a liderança da Câmara, mas também moldar o futuro de Coimbra nos próximos anos.
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Fonte: ECO





