A economia da Zona Euro apresenta sinais de recuperação, com o crescimento a acelerar no final do terceiro trimestre de 2025. Segundo os dados do índice compósito PMI final da S&P Global e do Hamburg Commercial Bank (HCOB), o indicador fixou-se em 51,2 pontos em setembro, superando os 51 pontos de agosto e alinhando-se com as expectativas dos analistas. Este resultado confirma a tendência positiva já antecipada em dados provisórios divulgados anteriormente.
O setor de serviços foi o principal impulsionador deste crescimento, com o índice de atividade empresarial a subir para 51,3 em setembro, em comparação com os 50,5 de agosto, o que representa o nível mais elevado em oito meses. Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank, sublinha que a atividade empresarial no setor dos serviços acelerou significativamente após um período de estagnação em agosto. Esta expansão reflete-se nas mais rápidas aumentos de produção e novas encomendas desde maio do ano passado, evidenciando que o crescimento da Zona Euro continua a ser uma realidade.
A Alemanha desempenhou um papel crucial nesta melhoria regional, com o PMI compósito a atingir 52 pontos, o máximo em 16 meses. Este crescimento foi sustentado por um desempenho robusto no setor dos serviços, que compensou as dificuldades persistentes na indústria. Os dados do HCOB indicam que a produção na Alemanha cresceu ao ritmo mais alto em três anos e meio, especialmente no segmento de bens de investimento. Apesar dos números animadores, Cyrus de la Rubia alerta para alguns desafios, como a queda nas novas encomendas no setor de manufatura e a ligeira contração nos novos negócios no setor de serviços.
Em contraste, a França continua a enfrentar dificuldades, sendo a única grande economia da Zona Euro em contração. O PMI compósito francês fixou-se em 48,1 pontos, abaixo das previsões de 48,4. O setor privado francês registou uma queda na atividade empresarial ao ritmo mais rápido desde abril, refletindo a incerteza política que afeta tanto consumidores como investidores. Jonas Feldhusen, economista júnior do HCOB, destaca que a situação política em França está a dificultar o apoio às empresas, aumentando a incerteza e minando a confiança.
Os dados finais do PMI para a Zona Euro também revelam uma diminuição das pressões inflacionistas no final do terceiro trimestre, com os custos e preços de venda a registarem aumentos mais moderados. Apesar de as taxas de inflação ainda estarem ligeiramente acima da média de longo prazo, houve uma desaceleração em setembro. Com base nestes dados, o HCOB estima que a economia da Zona Euro tenha crescido 0,4% no último trimestre em comparação com os três meses anteriores, sugerindo uma recuperação gradual numa economia que ainda procura consolidar o seu crescimento.
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Fonte: ECO





