A CGTP, uma das principais centrais sindicais em Portugal, está a considerar a possibilidade de uma greve geral caso o Governo não recue nas alterações propostas ao Código do Trabalho. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, fez estas declarações durante uma manifestação de professores em Lisboa, onde sublinhou que a resposta dos trabalhadores será proporcional ao ataque aos seus direitos.
Oliveira afirmou que, se o Governo não retirar a proposta do pacote “Trabalho XXI”, a CGTP não hesitará em intensificar a luta, incluindo a possibilidade de uma greve geral. “Quanto maior for o ataque aos direitos dos trabalhadores, maior será a resposta nas ruas”, disse. A CGTP já organizou uma grande jornada de luta em setembro e tem uma marcha nacional agendada para 8 de novembro.
O secretário-geral da CGTP reiterou que a proposta do Governo não serve os interesses dos trabalhadores e pediu repetidamente ao Executivo que a retire. As alterações em discussão incluem uma revisão abrangente da legislação laboral, que afeta áreas como a parentalidade, trabalho flexível e formação nas empresas. Uma das mudanças mais contestadas é a ampliação dos serviços mínimos em dias de greve, o que a CGTP considera um ataque ao direito sindical.
Oliveira criticou as alterações, afirmando que elas visam “normalizar a precariedade” e permitir que novos trabalhadores entrem no mercado com vínculos precários. Outros pontos problemáticos incluem a desregulação dos horários de trabalho e a facilitação dos despedimentos, que, segundo a CGTP, comprometem a segurança e os direitos dos trabalhadores.
A questão do direito à greve nas escolas também foi levantada, com Oliveira a afirmar que muitas instituições já operam com serviços mínimos, o que pode agravar a situação. A manifestação contou com a presença de várias figuras políticas, incluindo o candidato presidencial António Filipe e o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.
A CGTP mantém-se firme na sua posição e promete continuar a lutar pelos direitos dos trabalhadores. “Nenhum patamar de luta está fora de questão”, concluiu Tiago Oliveira.
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greve geral greve geral greve geral Nota: análise relacionada com greve geral.
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Fonte: ECO





