Netanyahu condiciona paz à libertação de reféns pelo Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não dará seguimento ao plano de paz proposto pelos Estados Unidos até que o grupo islamita palestiniano Hamas liberte todos os reféns que mantém em cativeiro, tanto vivos como mortos. Durante um fórum, Netanyahu sublinhou: “Não avançaremos com nenhum dos artigos do plano até que a libertação de reféns, vivos e mortos, e a sua transferência para território israelita seja concretizada.”

Este tema é considerado o ponto central entre os 20 itens do plano de paz para Gaza apresentado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. As negociações entre Israel e o Hamas estão agendadas para começar na próxima segunda-feira, na cidade egípcia de El-Arish, mas o processo é visto como extremamente complexo.

O Hamas, por sua vez, manifestou a sua disposição para libertar todos os reféns, mas condicionou essa ação a um cessar-fogo e a uma retirada parcial do exército israelita das suas atuais posições, especialmente na Cidade de Gaza. Netanyahu, no entanto, insistiu na necessidade de estabelecer um calendário claro para a implementação do acordo.

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, foi ainda mais incisivo, advertindo o Hamas de que os reféns serão libertados, independentemente da sua vontade. “Se o Hamas se recusar a libertar os reféns, as Forças de Defesa de Israel (FDI) intensificarão o seu fogo até que o Hamas seja derrotado e o regresso de todos esteja garantido”, afirmou durante uma visita a um memorial às vítimas da Guerra do Yom Kippur.

A situação em Gaza continua a agravar-se, com o Ministério da Saúde local a reportar que o número de mortos na ofensiva israelita subiu para 67.139, com mais de 169.583 feridos desde o início dos confrontos em 7 de outubro de 2023. Nas últimas 24 horas, 65 pessoas perderam a vida e 153 feridos foram atendidos nos hospitais ainda operacionais no enclave.

Leia também  Paralisação nos EUA afeta mercados em outubro

A libertação de reféns é, portanto, um tema central nas negociações atuais, e o futuro do plano de paz proposto pelos EUA depende fortemente da resolução desta questão. Leia também: O impacto da situação em Gaza na economia regional.

libertação de reféns libertação de reféns libertação de reféns Nota: análise relacionada com libertação de reféns.

Leia também: Reforma do Estado exige coragem e diálogo, diz Nuno Villa-Lobos

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top