Oposição francesa exige eleições antecipadas após demissão do primeiro-ministro

A oposição em França está a exigir eleições antecipadas após a recente demissão do primeiro-ministro, Sebastien Lecornu. A líder da Reunião Nacional, Marine Le Pen, apelou a Emmanuel Macron para que dissolva a Assembleia Nacional e convoque novas eleições, numa altura em que o Parlamento se encontra dividido em relação ao Orçamento do Estado para 2026.

Lecornu justificou a sua saída ao afirmar que não existem condições para alcançar um consenso entre os partidos, que se comportam como se tivessem uma maioria. Criticou a falta de compromissos e a rigidez das posições dos diferentes grupos, considerando que as “linhas vermelhas” estabelecidas são insustentáveis para qualquer acordo. Além disso, rejeitou a utilização do artigo 49.3 da Constituição, que permite a aprovação de Orçamentos sem a necessidade de aprovação parlamentar.

Atualmente, existem três cenários possíveis para o futuro político de França, segundo a agência Bloomberg. Emmanuel Macron pode optar por nomear um novo primeiro-ministro, convocar eleições antecipadas ou até mesmo demitir-se a dois anos das próximas eleições presidenciais.

No mercado financeiro, a situação política teve um impacto negativo. A bolsa de Paris registou uma queda superior a 1,5%, destacando-se como a pior performance entre as bolsas europeias. Os principais bancos franceses, como BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole, viram as suas ações descer entre 4% e 5%. O euro também sofreu, recuando 1% para 1,1665 dólares.

A dívida pública francesa subiu 9 pontos base, atingindo 3,6%, enquanto o spread em relação à dívida alemã alcançou o máximo do ano, com 86,54 pontos base. Os investidores estão a exigir taxas de juro mais elevadas para adquirir dívida francesa, com o spread a atingir o máximo desde 2012, que foi de 90 pontos base em novembro de 2024.

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Kirstine Kundby-Nielsen, analista do Danske Bank, expressou preocupação em relação à instabilidade política, afirmando que “é alarmante que o novo gabinete tenha durado apenas 12 horas”. A especialista prevê que, sem um orçamento aprovado, os juros da dívida possam aumentar e que a pressão sobre a taxa euro-dólar se intensifique no curto prazo.

Leia também: O impacto das incertezas políticas na economia europeia.

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Fonte: Sapo

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