A Associação Empresarial de Portugal (AEP) manifestou a sua intenção de adquirir a Exponor, um parque de exposições localizado em Leça da Palmeira, Matosinhos, que atualmente está à venda. Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, afirmou ao ECO que o plano em desenvolvimento visa garantir que a Exponor continue a ser um ativo da associação, não apenas na sua exploração, mas também na sua propriedade. “Certo é que seremos sempre uma parte ativa”, prometeu Ribeiro.
O património da Nexponor, gerido pela Insula Capital, foi colocado no mercado e a Cushman & Wakefield, responsável pela comercialização, anunciou que as propostas devem ser apresentadas até ao dia 20 de novembro. Ribeiro destacou que a AEP pode ser uma mais-valia para potenciais interessados no desenvolvimento de projetos relacionados com a Exponor, cujo parque de exposições é a âncora principal.
Apesar da venda, o presidente da AEP assegurou que este processo não afetará a agenda de feiras e o funcionamento normal da Exponor, que continua a servir as empresas e a contribuir para uma economia nacional mais forte. A AEP está comprometida em acompanhar a evolução deste dossiê e em encontrar uma solução que esteja alinhada com a Câmara de Matosinhos.
Em abril de 2024, a autarquia, liderada por Luísa Salgueiro, aprovou um Pedido de Informação Prévia (PIP) para um grande projeto nos terrenos da Exponor. Este projeto inclui a modernização do parque de exposições e um empreendimento de uso misto, que abrange serviços, comércio, turismo e habitação, com uma área bruta de construção superior a 177 mil metros quadrados.
Luís Miguel Ribeiro acredita que a Exponor continuará a ser uma infraestrutura essencial para promover a valorização das empresas nacionais e reforçar a internacionalização da economia portuguesa, tal como tem feito desde a sua fundação em 1987.
A AEP já enfrentou dificuldades financeiras no passado, tendo acumulado um passivo de cerca de 100 milhões de euros em 2013. Para evitar a falência, a associação implementou um plano de reestruturação que incluiu a entrega da Exponor a um fundo imobiliário, o que ajudou a reduzir significativamente a sua dívida.
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Fonte: ECO





