Portugal lidera novo modelo de reciclagem de baterias usadas

Portugal está prestes a tornar-se um dos primeiros países da União Europeia a implementar um novo modelo de reciclagem de baterias usadas, especialmente aquelas importadas da China. Este projeto, desenvolvido pela empresa alemã EFT Systems em colaboração com a consultora ambiental espanhola Heura, visa estabelecer um sistema de gestão eficiente para baterias de armazenamento de energia até 2026. A Bélgica será o outro país a estrear esta iniciativa.

O novo modelo de reciclagem de baterias surge em antecipação ao Regulamento Europeu (UE) 2023/1542, que estabelece novas obrigações para a recolha, tratamento e reciclagem de pilhas e baterias. Com esta iniciativa, Portugal posiciona-se na vanguarda da transição energética e da economia circular, um passo importante para a sustentabilidade ambiental.

A Heura já iniciou o processo de adaptação do sistema às normas legais portuguesas, permitindo que, até 2026, os primeiros fluxos de baterias usadas sejam canalizados para reciclagem. A nova planta de reciclagem em Valladolid, que deverá entrar em funcionamento no mesmo período, terá uma capacidade inicial de 6.000 toneladas anuais, com a expectativa de aumentar para 60.000 toneladas até 2030.

José Guaita, CEO da Heura, sublinha que este modelo de reciclagem de baterias demonstra a maturidade regulatória de Portugal, destacando a capacidade do país em integrar rapidamente as diretivas europeias. O sistema funcionará sob licenças estatais e exigirá a designação de um representante autorizado, além da adesão a um esquema coletivo, a menos que haja uma autorização específica para operar de forma individual.

A Heura prevê que o novo modelo esteja operacional num prazo de 12 a 18 meses, permitindo que, até ao final de 2026, as baterias usadas sejam tratadas e recicladas de acordo com as novas normas comunitárias. O projeto não apenas reforça o compromisso de Portugal com a sustentabilidade, mas também promove a independência energética na Europa.

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As baterias recolhidas em Portugal e nos outros países onde a EFT Systems opera serão enviadas para tratamento em operadores licenciados até que a nova planta de Valladolid esteja operacional. O tratamento das baterias seguirá diferentes destinos, dependendo do seu estado. As unidades reparáveis serão recondicionadas e reintroduzidas no mercado, enquanto as que forem consideradas resíduos permitirão a recuperação de metais estratégicos como lítio, cobre e alumínio.

Com esta abordagem, Portugal não só avança na reciclagem de baterias, mas também fecha o ciclo produtivo, consolidando o modelo de economia circular que a União Europeia pretende promover. A EFT Systems e a Heura estão a estudar a possibilidade de expandir este modelo para outros setores, como telecomunicações e energias renováveis, onde o uso de baterias de lítio está a crescer rapidamente.

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reciclagem de baterias Nota: análise relacionada com reciclagem de baterias.

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Fonte: Sapo

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