Preferência dos portugueses por investimentos seguros em 2023

A maioria dos portugueses demonstra um perfil conservador quando se trata de investir as suas poupanças, optando por produtos que garantem um risco mínimo de perda de capital. Esta é uma das principais conclusões do 2º Barómetro Doutor Finanças, realizado pela Universidade Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, que analisou os hábitos de investimento dos cidadãos.

Segundo o estudo, quase metade dos inquiridos (49%) afirmou já ter investido em depósitos a prazo, enquanto 38% referiram os Planos Poupança Reforma (PPR) e 35% os certificados de aforro ou do Tesouro. Esta escolha reflete a tradicional preferência dos portugueses por aplicações seguras e de baixo risco, como sublinha o relatório.

Os depósitos a prazo continuam a ser a opção mais popular entre os portugueses, mesmo com a rendibilidade a cair. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares caiu pelo 19.º mês consecutivo, passando de 1,43% para 1,39% em julho. Apesar disso, o montante de novas operações de depósitos a prazo aumentou em 1.516 milhões de euros, totalizando 12.164 milhões de euros.

Embora os depósitos a prazo liderem as preferências, outras opções como o ouro, as ações e os fundos de investimento também são consideradas. Estes ativos foram mencionados por 39%, 29% e 22% dos inquiridos, respetivamente, como investimentos que já realizaram. O estudo também indica que investimentos em ETFs (14%) e criptomoedas (10%) têm uma expressão menor, o que sugere uma abertura cautelosa a ativos de maior risco.

Quando questionados sobre o produto em que mais investem, 24% dos participantes referiram depósitos a prazo, 18% os PPR e 15% os certificados de aforro ou do Tesouro. A preferência por produtos de baixo risco, em detrimento de opções como ações (8%) ou criptomoedas (4%), reforça a ideia de que a prioridade dos investidores é a preservação do capital, em vez de um crescimento mais agressivo. Esta escolha reflete uma cautela enraizada na cultura financeira portuguesa.

Leia também  Ministra do Trabalho recusa retirar proposta de revisão laboral

O estudo também revelou que quase metade dos portugueses não tolera desvalorização dos seus investimentos. Quase 48% dos participantes afirmaram ter apenas produtos de capital garantido, sem tolerância a perdas. Para aqueles que aceitam algum risco, a tolerância é ainda baixa: 15% suportam perdas até 5%, enquanto 13% aceitam quedas entre 6% e 10%. Apenas 3% estão dispostos a tolerar desvalorizações entre 21% e 30%. Estes dados confirmam que a preservação do capital é uma prioridade, com a exposição à volatilidade dos mercados a ser mínima e controlada na maioria dos casos.

A autoavaliação dos inquiridos quanto ao seu perfil de investidor revela que 49% se consideram conservadores, 41% moderados e apenas 6% agressivos. Esta predominância de perfis conservadores explica a escolha por produtos de baixo risco, como depósitos a prazo e certificados de aforro, e a baixa alocação percentual do rendimento em ativos mais voláteis.

Leia também: A importância da diversificação nos investimentos.

investimentos seguros investimentos seguros investimentos seguros investimentos seguros investimentos seguros Nota: análise relacionada com investimentos seguros.

Leia também: Ervideira regista crescimento de 10,5% em faturação no terceiro trimestre

Fonte: Doutor Finanças

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top