Em julho de 2025, a produção de serviços na zona euro sofreu uma diminuição de 0,2% em relação ao mês anterior, enquanto na União Europeia (UE) a queda foi de 0,1%. Estes dados foram divulgados pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, que também revelou que, em junho de 2025, a produção de serviços já tinha registado uma ligeira descida de 0,1% na zona euro, mantendo-se estável na UE.
Apesar da queda mensal, quando comparado com julho de 2024, a produção de serviços aumentou 1,2% na zona euro e 1,8% na UE. Este aumento anual sugere que, apesar das flutuações mensais, o setor continua a mostrar sinais de recuperação em termos de produção de serviços.
Analisando mais detalhadamente os setores, na zona euro, o transporte e armazenagem registaram um aumento de 0,6%, enquanto o alojamento e restauração apresentaram uma diminuição de 0,5%. O setor de informação e comunicação também cresceu 0,6%, mas as atividades imobiliárias caíram 1,2%. Outras áreas, como as atividades profissionais, científicas e técnicas, e os serviços administrativos e de apoio, também mostraram uma descida de 0,4%.
Na UE, a situação foi semelhante, com o transporte e armazenagem a crescer 1,1% e o alojamento e restauração a sofrer uma queda de 0,7%. O setor de informação e comunicação aumentou 0,7%, enquanto as atividades imobiliárias registaram uma diminuição de 1,5%. As atividades profissionais, científicas e técnicas tiveram uma ligeira subida de 0,1%, mas os serviços administrativos e de apoio caíram 0,4%.
O Eurostat também destacou que, entre os Estados-Membros com dados disponíveis, as maiores reduções mensais na produção de serviços foram observadas na Eslováquia (-1,8%), Estónia (-1,4%) e Eslovénia (-1,0%). Por outro lado, os maiores aumentos foram registados no Luxemburgo (+9,4%), Bélgica (+2,1%) e Roménia (+1,9%).
Estes números refletem a dinâmica do setor de serviços na Europa, que continua a enfrentar desafios e oportunidades em um ambiente económico em constante mudança. A produção de serviços é um indicador importante da saúde económica, e a sua evolução pode influenciar decisões de investimento e políticas económicas futuras.
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Fonte: Sapo





