Portugal terá de devolver 3 mil milhões à troika em 2026

Portugal enfrenta a obrigação de devolver três mil milhões de euros aos credores oficiais da troika até 2026, resultante do resgate financeiro que ocorreu em 2011. Este montante inclui reembolsos de 2,2 mil milhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF) e 800 milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

A proposta de Orçamento do Estado para 2026, apresentada recentemente, revela que o Governo conta com o apoio das famílias para financiar o Estado no próximo ano. Estima-se que estas venham a emprestar cerca de 900 milhões de euros, principalmente através de Certificados de Aforro. As emissões destes certificados devem atingir um total de 5,9 mil milhões de euros, mas, devido a 2,3 mil milhões de euros em amortizações, as subscrições líquidas ficarão em 3,65 mil milhões.

Além disso, os Certificados do Tesouro continuarão a enfrentar um elevado número de resgates em comparação com as novas subscrições. As emissões previstas são ligeiramente superiores a 100 milhões de euros, enquanto as amortizações devem atingir 2,9 mil milhões, resultando num saldo negativo de 2,76 mil milhões. Assim, o contributo das famílias para o financiamento do Estado em 2026 será de aproximadamente 900 milhões de euros.

Após o seu regresso este ano, as Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) não devem ser emitidas novamente, uma vez que a emissão realizada no verão passado não atingiu as expectativas, com um rendimento de apenas 612 milhões de euros, abaixo do objetivo de mil milhões.

Em termos gerais, o financiamento do Estado em 2026 deverá concentrar-se principalmente nas Obrigações do Tesouro, com um valor líquido estimado em 15,8 mil milhões de euros. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) contribuirá com 2,5 mil milhões e os Bilhetes do Tesouro com 1,2 mil milhões, ajudando assim a mitigar o impacto da devolução à troika.

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Fonte: ECO

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