A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta sexta-feira em terreno negativo, com uma queda de 0,73%, fixando-se nos 8.169,87 pontos, após ter atingido máximos de 15 anos. As perdas foram lideradas pela Galp, que desvalorizou 2,88%, para 16,17 euros, e pelo BCP, que cedeu 1,84%, para 0,7450 euros. Em contraste, a REN registou um aumento de 1,96%, para 3,125 euros, enquanto a Energias de Portugal subiu 0,38%, para 4,221 euros. No total, dez das 16 cotadas na bolsa de Lisboa fecharam em queda.
As bolsas europeias também sentiram o impacto das declarações de Donald Trump. O DAX alemão caiu 1,40%, o IBEX 35 espanhol desvalorizou 0,63%, o CAC 40 francês recuou 1,53% e o FTSE 100 britânico registou uma perda de 0,87%. Segundo um analista de mercados do Millenium, “os mercados de ações europeus viveram a pior sessão do último mês, em resposta a uma mudança repentina de sentimento, provocada pelas ameaças de Trump à China”.
O presidente dos EUA afirmou que a China impôs novas taxas portuárias sobre os navios americanos e que iniciou uma investigação regulatória sobre a Qualcomm. Esta situação reacendeu os receios sobre uma escalada da guerra comercial entre os dois países. Em Wall Street, o Nasdaq 100 teve a sua pior sessão desde 30 de abril, o que arrastou o setor tecnológico europeu, que caiu 3,1%. Além disso, o setor energético também foi afetado, refletindo a descida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
As tensões comerciais entre os EUA e a China continuam a ser um fator de instabilidade para as bolsas europeias, que reagem a cada nova declaração. Leia também: O impacto das tensões comerciais nas economias europeias.
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Fonte: Sapo





