O líder do Partido Socialista francês, Olivier Faure, declarou este domingo, 12 de outubro, que “não há acordo” com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu para apoiar o Governo ou os seus orçamentos. Esta afirmação vem agravar a crise política em França, que já enfrenta desafios económicos significativos.
Em declarações à BFMTV, Faure sublinhou que não houve “nenhum contacto” com Lecornu desde a última sexta-feira e advertiu que qualquer membro do Partido Socialista que aceite integrar o novo Governo será expulso de imediato. Esta posição firme do PS reflete a crescente tensão política no país.
A crise política em França intensificou-se após o Presidente Emmanuel Macron ter reconduzido Lecornu no cargo de primeiro-ministro na sexta-feira à noite, apenas quatro dias após este ter apresentado a sua demissão, um ato que gerou críticas por parte de vários sectores políticos, desde a extrema-direita até à extrema-esquerda.
Olivier Faure não hesitou em criticar a decisão de Macron, considerando que o Presidente caiu numa “forma de loucura política”. A sua afirmação sugere que a manutenção das mesmas políticas não está a ser bem recebida pelos franceses, que sentem que as suas preocupações não estão a ser respeitadas. Faure comparou a situação a “um Dia da Marmota”, referindo-se à repetição de erros passados.
Neste momento, Lecornu continua a negociar a formação do governo, mas sem o apoio do seu principal aliado de direita. O seu principal objetivo é apresentar um projeto de orçamento dentro do prazo estipulado, uma tarefa que se torna cada vez mais complicada na atual crise política em França.
Atualmente, o país ainda não dispõe de um orçamento para 2026. Segundo a Constituição, o parlamento tem de ter pelo menos 70 dias para examinar um projeto de orçamento antes de 31 de dezembro. Assim, Lecornu tem até a próxima segunda ou terça-feira para apresentar um documento viável.
A ministra da Agricultura, Annie Genevard, do partido conservador Os Republicanos, já manifestou a sua disponibilidade para integrar o novo Governo, embora o partido tenha esclarecido que esta decisão não representa a posição oficial da formação política. Genevard, portanto, “só se representará a si própria”.
Além disso, vários meios de comunicação social franceses noticiaram que não haverá reunião do Conselho de Ministros na próxima segunda-feira. Esta situação poderá impedir a aprovação do projeto de orçamento para 2026 e limitar a margem legal da Assembleia Nacional para debater e aprovar o documento antes do final do ano.
A crise política em França continua a gerar preocupação, não apenas a nível nacional, mas também na União Europeia, que observa atentamente a evolução da situação. Leia também: O impacto da crise política na economia francesa.
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Fonte: Sapo





