O fluxo de emigração jovem em Portugal atingiu um pico em 2022, com quase 20 mil jovens entre os 15 e os 34 anos a deixarem o país de forma permanente ou com essa intenção. Este número representa o maior registo desde 2016, segundo dados do Banco de Portugal, que se baseiam nas estatísticas do Instituto Nacional de Estatística. Contudo, é importante notar que não existem informações sobre quantos destes jovens decidiram regressar a Portugal, o que torna a situação ainda mais complexa.
Historicamente, a emigração jovem em Portugal teve picos significativos, com mais de 30 mil novos emigrantes em 2013 e números semelhantes em 2012. No entanto, a partir de 2014, o número de emigrantes começou a decrescer de forma consistente, atingindo um mínimo de 13,6 mil em 2020. A pandemia de Covid-19 trouxe uma mudança inesperada nesta tendência, com um aumento gradual nos anos seguintes: 14,2 mil em 2021, 17,3 mil em 2022 e, finalmente, 19,7 mil em 2022. Apesar do crescimento, este último aumento foi o menos expressivo do período, com uma subida de apenas 2,1%.
A emigração jovem é um fenómeno que levanta preocupações sobre o futuro do país, especialmente em termos de perda de talento e mão-de-obra qualificada. Muitos jovens procuram melhores oportunidades de emprego e condições de vida em outros países, o que pode ter um impacto significativo na economia nacional.
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A situação atual da emigração jovem em Portugal reflete não apenas as dificuldades económicas que muitos enfrentam, mas também a busca por novas oportunidades em mercados de trabalho mais dinâmicos. O desafio será encontrar formas de reter esses jovens talentos e incentivá-los a contribuir para o desenvolvimento do país.
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Fonte: Sapo





