Vitória de Moedas atribuída à escolha da CDU em Lisboa

A recente vitória de Carlos Moedas nas eleições em Lisboa não pode ser dissociada da decisão da CDU de se manter à margem de uma possível coligação, afirma António Vitorino, membro do Partido Socialista. Durante uma análise da noite eleitoral na SIC Notícias, Vitorino responsabilizou o PCP por uma eventual derrota da coligação de esquerda, que inclui o PS, o Bloco de Esquerda, o Livre e o PAN, liderada por Alexandra Leitão.

O PCP foi convidado a integrar esta coligação para enfrentar Carlos Moedas, mas optou por seguir com a candidatura de João Ferreira, vereador na capital há doze anos. Segundo Vitorino, a recusa do PCP em colaborar com a coligação reflete uma “lógica de sobrevivência partidária”, numa altura em que o partido se sente pressionado. “O PCP teve a oportunidade de marcar um ponto a seu favor, mas fê-lo com consequências que se tornaram evidentes na noite eleitoral”, destacou.

As projeções eleitorais, divulgadas às 20h, indicam uma disputa acirrada entre Carlos Moedas e Alexandra Leitão, com ambos os candidatos a registarem resultados semelhantes. De acordo com a RTP, que baseou a sua análise na Universidade Católica, Moedas e Leitão estão empatados, cada um com uma percentagem de votos entre 37% e 42%, o que se traduz em seis a nove mandatos, de um total de 17 disponíveis.

Outras projeções, como as da CNN e da SIC, também colocam Moedas entre os 36% e 42% e a coligação liderada pelo PS entre 33,7% e 38,9%. Neste cenário, a CDU, sob a liderança de João Ferreira, deverá eleger entre um a dois vereadores, com uma percentagem de votos entre 8% e 11%. O Chega, por sua vez, poderá obter entre 7% e 10% dos votos.

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O canal Now, por sua vez, atribui a Carlos Moedas, atual presidente da autarquia, entre seis a oito mandatos, com uma percentagem de 37,9% a 41,9%. Alexandra Leitão, pela coligação PS/Livre/BE/PAN, deverá alcançar resultados semelhantes, com uma percentagem de 34,8% a 38,8%. Os restantes mandatos deverão ser disputados entre a CDU e o Chega, que poderá, assim, estrear-se no executivo da capital.

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Fonte: Sapo

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