Nos últimos tempos, alguns analistas de Wall Street têm associado a recente valorização do ouro e do bitcoin a uma tendência conhecida como “debasement trade”. Este termo refere-se ao movimento dos investidores que procuram proteger-se contra a desvalorização do dólar americano. No entanto, Michael Goosay, diretor de investimentos da Principal Asset Management, afirma que as oscilações nos rendimentos dos Treasuries e no mercado de ações não são compatíveis com a ideia de um “debasement trade”.
Goosay, que participou no programa Morning Brief, destacou que, apesar do aumento do ouro e do bitcoin, os dados económicos e os movimentos dos mercados não sustentam a hipótese de que estamos a assistir a uma desvalorização generalizada do dólar. Ele sublinha que a relação entre os rendimentos dos Treasuries e a performance das ações não indica uma fuga para ativos considerados seguros, como o ouro e o bitcoin, que normalmente ocorre em cenários de debasement.
A análise de Goosay sugere que, embora o ouro e o bitcoin tenham atraído a atenção dos investidores, as razões para essa valorização podem estar mais ligadas a outros fatores do que a uma estratégia de proteção contra a desvalorização do dólar. A dinâmica do mercado de ações e as taxas de juro têm mostrado comportamentos que não se alinham com a narrativa do “debasement trade”.
É importante considerar que a procura por ouro e bitcoin pode ser influenciada por uma variedade de fatores, incluindo a procura por ativos alternativos e a volatilidade dos mercados financeiros. Assim, a ideia de que estamos a entrar numa fase de “debasement trade” pode ser prematura.
Para quem acompanha as movimentações do mercado, é essencial estar atento a estas análises e compreender as nuances que influenciam os preços dos ativos. Leia também: O que esperar do mercado de ações nos próximos meses.
debasement trade Nota: análise relacionada com debasement trade.
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Fonte: Yahoo Finance





