Iberdrola processa presidente da Red Eléctrica por apagão em Espanha

A Iberdrola anunciou que irá processar Beatriz Corredor, presidente da Red Eléctrica de Espanha (REE), devido a declarações feitas durante uma audição no Senado, onde atribuiu responsabilidades pelo apagão de 28 de abril às empresas produtoras de eletricidade. A informação foi avançada por vários meios de comunicação espanhóis, incluindo a agência EFE e o jornal El Mundo.

Segundo fontes jurídicas, a Iberdrola considera que as afirmações de Corredor, que mencionou uma unidade fotovoltaica na região de Badajoz, insinuam que a empresa teve um comportamento inadequado no dia do apagão, tornando o sistema elétrico “muito mais vulnerável”. Embora não tenha mencionado diretamente a Iberdrola, a empresa sente que a honra da sua reputação foi atacada e, por isso, decidiu avançar com “ações legais”.

O apagão, que teve um impacto significativo em Espanha e Portugal, foi analisado num relatório apresentado pela REE, que atribuiu a responsabilidade a incumprimentos por parte das empresas geradoras de energia. A diretora-geral de Operação da REE, Concha Sánchez, afirmou que, se as empresas tivessem cumprido as suas obrigações de controlo dinâmico de tensão, o apagão poderia ter sido evitado.

De acordo com a REE, o incidente começou a desenrolar-se às 12:03 do dia 28 de abril, quando várias centrais de produção se desligaram de forma incorreta, apesar de a tensão no sistema estar dentro dos limites legais. A empresa rejeita as acusações de má planificação, que foram levantadas pelo Governo espanhol e pela associação de produtores de energia Aelec.

Um relatório do Governo espanhol, também divulgado em junho, responsabilizou tanto a REE como as empresas produtoras pelo apagão, indicando que houve falhas de planeamento e incumprimentos. O apagão foi classificado por especialistas como o mais significativo no sistema elétrico europeu em mais de 20 anos, afetando milhões de cidadãos e causando perturbações em serviços essenciais.

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A sequência de falhas teve início com o desligamento súbito de várias centrais solares e eólicas no sul de Espanha, seguido por perdas adicionais em regiões como Granada e Sevilha. A análise da Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) concluiu que as avaliações feitas na véspera do incidente não identificaram riscos significativos.

Leia também: O impacto dos apagões no mercado elétrico europeu.

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Fonte: ECO

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