O Mercado do Vendedor, também conhecido como Seller Market, caracteriza-se por uma elevada procura e escassez de imóveis, resultando numa dinâmica rápida de transações. Este ciclo imobiliário, que se encontra em expansão, oferece oportunidades tanto para quem vende como para quem compra, mesmo que a preços mais elevados. Nos últimos 15 anos, o mercado imobiliário português tem visto um aumento significativo nas possibilidades de retorno.
Neste contexto, surgem várias estratégias que visam maximizar os ganhos. Embora algumas sejam vistas como inovações, muitas delas já são conhecidas por profissionais com vasta experiência no setor. Vamos explorar algumas dessas estratégias.
Uma das práticas comuns neste ciclo é o Over Pricing, que consiste na definição de um preço superior ao valor de mercado. Esta abordagem visa aproveitar a alta procura e a escassez de produtos, permitindo que os vendedores maximizem os seus lucros. Em alguns casos, os imóveis podem ser vendidos pelo preço pedido, o que demonstra a força do mercado. Contudo, é importante notar que esta estratégia só é eficaz enquanto os preços continuarem a subir. Quando o mercado se ajusta, esta prática pode tornar-se arriscada.
Além disso, a comissão dos profissionais de mediação imobiliária também pode ser influenciada por esta dinâmica. Em situações de escassez, alguns agentes imobiliários podem optar por incluir a sua comissão no preço do imóvel, fazendo com que o comprador pague, sem se aperceber, o valor da comissão. Esta prática pode levar a uma inflação dos preços de transação, tornando os imóveis ainda mais caros. Em alguns países, essa abordagem é proibida por lei, mas a fiscalização é essencial para garantir a sua aplicação.
Outra estratégia que tem ganho destaque é a cedência de posição. Com a popularidade das redes sociais, formadores e agentes imobiliários têm incentivado o investimento especulativo através desta prática. A cedência de posição contratual, que existe em Portugal há mais de 25 anos, permite que investidores especulem sobre o valor de um imóvel antes da sua conclusão. No entanto, é fundamental que o vendedor autorize esta cedência e que os investidores estejam cientes das implicações fiscais, como as mais-valias e o IMT.
Os leilões também emergem como uma solução viável em mercados de escassez. Embora possam ter sido mais comuns em períodos de vendas lentas, agora oferecem uma oportunidade para os vendedores, que podem escolher a melhor proposta. Contudo, os compradores devem estar atentos, pois nem sempre conseguem fazer um bom negócio, uma vez que o mercado imobiliário é altamente heterogéneo.
Por fim, a questão do sinal na compra de um imóvel tem gerado novas práticas. Com o comprador a ser o elo mais fraco, muitos optam por entregar o sinal à mediadora como fiel depositária até que todas as condições para a transação sejam cumpridas. Embora esta prática já tenha sido comum no passado, é importante garantir que o montante não seja movimentado indevidamente.
Atualmente, o Mercado do Vendedor apresenta-se como um espaço onde quase tudo é possível para quem vende. Com preços em alta e uma dinâmica acelerada, é crucial não perder oportunidades. Dentro da legalidade, as estratégias para transacionar ativos imobiliários são variadas e adaptáveis.
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Fonte: Doutor Finanças




