As eleições autárquicas de 2025 trouxeram resultados surpreendentes em Lisboa e no Porto, onde as coligações de direita conquistaram a liderança. As sondagens indicavam empates técnicos, mas o desfecho revelou uma vitória clara para Carlos Moedas em Lisboa e Pedro Duarte no Porto. Luís Montenegro, líder do PSD, celebrou o resultado, afirmando que o partido se tornou “o maior partido português no poder local”.
Carlos Moedas, reeleito em Lisboa, prometeu “trabalho 24 horas” e pediu “responsabilidade” à oposição, enfatizando a necessidade de diálogo e compromisso em prol da cidade. “Os lisboetas foram claros: querem estabilidade na pluralidade que é esta cidade”, sublinhou Moedas, rejeitando coligações pós-eleitorais. A sua mensagem foi clara: a governabilidade deve ser assegurada por todos os autarcas, sem interferências externas.
Por outro lado, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reconheceu a vitalidade do partido, apesar de não ter conquistado tantas câmaras quanto a AD. “O PS voltou como grande partido de alternativa política ao Governo”, afirmou, destacando a liderança em capitais de distrito.
Alexandra Leitão, candidata da coligação de esquerda “Viver Lisboa”, assumiu a derrota e prometeu uma oposição rigorosa. “Quem perde tem a obrigação de fazer oposição”, disse, reconhecendo que o resultado não era o desejado. Manuel Pizarro, do PS, também assumiu a responsabilidade pela derrota, salientando que a diferença foi escassa e que em democracia se ganha e se perde por um voto.
No Porto, Pedro Duarte expressou orgulho na decisão dos eleitores, afirmando que a cidade “elegeu um novo líder para o norte de Portugal”. A vitória foi vista como uma afirmação de civismo e capacidade de decisão em momentos cruciais.
Em contraste, a noite eleitoral também trouxe demissões, como a do líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, que reconheceu que os resultados ficaram aquém das expectativas. O CDS-PP, por sua vez, manteve as suas câmaras, com Nuno Melo a afirmar que o partido está “aqui para durar”, destacando um ciclo de crescimento.
As autárquicas de 2025 marcam, assim, uma nova fase na política local, com promessas de responsabilidade e diálogo entre as forças políticas. Leia também: “Impacto das autárquicas na política nacional”.
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Fonte: ECO





