O Banco Português de Fomento (BPF) está a caminho de alcançar um financiamento de 7.000 milhões de euros este ano, um valor que representa um aumento de catorze vezes em comparação com o montante mobilizado em 2024. Esta informação foi revelada pelo presidente da instituição, Gonçalo Regalado, durante um almoço-debate do International Club of Portugal, em Lisboa.
Regalado, que assumiu a liderança do BPF no início de 2025, descreveu a situação do banco à sua chegada como “completamente desestruturada” e “cheia de resistências”. O seu foco inicial foi revitalizar a instituição e colocar as empresas e os empresários como prioridade. “Fazemos mais por mês agora do que se fez o ano passado inteiro”, afirmou, sublinhando a ambição de atingir 10.000 milhões de euros em financiamento até 2026, o que corresponderia a 3% do Produto Interno Bruto (PIB).
O Banco Português de Fomento não se limita apenas ao financiamento de empresas. Regalado também anunciou que a instituição está a desenvolver instrumentos financeiros para apoiar as autarquias na construção de habitação acessível e social. Este é um passo importante para responder às necessidades habitacionais do país.
Durante o debate, o presidente do BPF abordou a dificuldade em atrair profissionais do setor financeiro para a instituição, uma vez que os salários oferecidos são comparáveis aos da função pública. Regalado destacou que, apesar de ser o “presidente mais mal pago do sistema financeiro”, a sua missão é de grande impacto para o país. “É difícil pedir a pessoas com carreiras de 40 anos que arrisquem agora nos últimos três anos de vida ativa”, referiu, criticando a falta de coragem da banca comercial portuguesa em financiar a economia.
O Banco Português de Fomento, 100% detido pelo Estado, foi criado para promover a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país. Além de financiar investimentos, a instituição participa em projetos como acionista e gere recursos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Recentemente, o BPF anunciou concursos para o aluguer de cerca de 20 veículos, num investimento total de cerca de 1 milhão de euros. Esta decisão levou a questões por parte do PS ao Ministério da Economia, mas o banco esclareceu que o aumento do número de viaturas e do seu custo decorre do crescimento do número de colaboradores e do aumento do prazo de aluguer.
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Banco Português de Fomento Nota: análise relacionada com Banco Português de Fomento.
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Fonte: Sapo





