A Jerónimo Martins Agroalimentar, a subsidiária responsável pela gestão do Pingo Doce, anunciou a aquisição do grupo hortofrutícola Luís Vicente, uma das empresas mais reconhecidas no setor em Portugal. Esta transação foi realizada através da holding internacional Nuvi, que detinha o grupo e que é liderada por um dos empresários mais influentes do país. A venda do grupo hortofrutícola estava em curso desde o início do ano e, segundo a empresa, todos os postos de trabalho serão mantidos, assegurando a continuidade das operações.
A SupremeFruits, uma joint-venture entre a Jerónimo Martins e a Nuvi, foi criada em 2023 e já tinha realizado um investimento inicial de sete milhões de euros. No ano passado, a Jerónimo Martins aumentou a sua participação na SupremeFruits de 50% para 80%, consolidando assim a sua posição no mercado hortofrutícola. A empresa opera em cerca de 200 hectares, focando-se na produção de frutos de caroço, como pêssegos, nectarinas e ameixas, além de mandarinas tango, cuja primeira colheita está prevista para 2027.
Diogo Caldas, administrador executivo do Nuvigroup, afirmou que esta decisão é parte da estratégia de reforço nas áreas onde o grupo tem maior vantagem competitiva e potencial de crescimento. A aquisição do grupo hortofrutícola Luís Vicente é vista como um passo importante para preparar a empresa para um novo ciclo, com investimentos que visam a consolidação em mercados estratégicos e o desenvolvimento sustentável a longo prazo.
O gestor da Nuvi também expressou o seu reconhecimento pelo percurso da Luís Vicente, destacando o empenho das equipas ao longo de cinco décadas. Ele manifestou confiança de que, sob a liderança da Jerónimo Martins Agroalimentar, a empresa continuará a crescer e a abrir novas oportunidades para todos os colaboradores.
Fundada na década de 1960 pela família Vicente, a Luís Vicente tem a sua sede na zona Oeste de Portugal e é uma empresa familiar que se destacou na produção, distribuição e indústria de produtos hortofrutícolas. Atualmente, a empresa está a ser liderada por David Mota, um CEO que não pertence ao núcleo familiar Vicente, mas que tem contribuído para a continuidade e inovação da empresa.
A venda do grupo hortofrutícola Luís Vicente está sujeita à aprovação da Autoridade da Concorrência, e o valor da operação não foi revelado. Esta aquisição representa um marco significativo para a Jerónimo Martins e o seu compromisso com o setor hortofrutícola em Portugal.
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Fonte: ECO





