O Presidente de Angola, João Lourenço, anunciou, durante o discurso sobre o Estado da Nação, que o país deve avançar na lapidação dos seus diamantes internamente. Esta afirmação surge num momento em que Angola tem vindo a destacar-se na produção de diamantes, tendo atingido um recorde de 14 milhões de quilates em 2024. Lourenço sublinhou a importância do setor dos recursos minerais, petróleo e gás como pilares fundamentais da economia nacional.
Desde 2019, foram atribuídas 37 concessões petrolíferas, refletindo a estratégia de exploração de hidrocarbonetos para o período de 2020 a 2025. O Presidente destacou que esta abordagem permitiu a perfuração de mais de 30 poços de exploração, contribuindo para a consolidação das finanças públicas e o crescimento económico do país.
No que diz respeito à refinação, Lourenço anunciou que a capacidade da refinaria de Luanda quadruplicou, e que a construção da refinaria de Cabinda, a primeira desde a independência, está em andamento. Além disso, a refinaria de ouro de Luanda deverá entrar em funcionamento em breve, o que representa um passo significativo para o setor.
O Presidente enfatizou a necessidade de que os diamantes angolanos sejam maioritariamente lapidados em território nacional. Atualmente, Angola conta com oito fábricas de lapidação, com uma capacidade instalada para lapidar 714 mil quilates por ano. Esta iniciativa visa não apenas aumentar o valor agregado dos diamantes, mas também criar empregos e fomentar a economia local.
João Lourenço também abordou a redução da dívida pública, que passou de 115,9% do PIB em 2020 para 55,5% em 2024, abaixo do limite legal de 60%. Esta melhoria financeira é um reflexo das medidas implementadas para fortalecer a economia angolana e garantir um futuro mais sustentável.
Além disso, o Presidente reconheceu os desafios do emprego jovem e da formação profissional em Angola. Com uma população jovem significativa, é crucial que todos os setores da economia cresçam e gerem empregos de qualidade. Para isso, o governo tem promovido a formação profissional, com mais de 305 especialidades disponíveis, abrangendo áreas como turismo, tecnologia e construção civil.
Por fim, Lourenço mencionou a criação do Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA), que já beneficiou mais de 26 mil cidadãos através do Programa Jovens e Oportunidades de Bons Empregos em Angola (JOBE ANGOLA). Esta iniciativa é um passo importante para fomentar o autoemprego e a geração de oportunidades no país.
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Fonte: ECO





