A RTP decidiu não avançar com a contratação do influencer Gonçalo Sousa, após a Direção de Informação ter revisto a sua posição face a comentários considerados “inaceitáveis” que o comentador fez nas redes sociais. A decisão foi confirmada por uma fonte oficial da RTP, que esclareceu que não foi assinado qualquer contrato com Sousa.
A análise dos comentários de Gonçalo Sousa levou a RTP a concluir que a sua inclusão na grelha de comentadores não seria apropriada. A estação pública sublinha que, na sua programação, procura garantir uma diversidade de opiniões que abranja todos os quadrantes políticos e sociais. Esta decisão reflete a responsabilidade da RTP em manter um ambiente respeitoso e inclusivo.
Na semana passada, Gonçalo Sousa participou numa apresentação da nova grelha de programação da RTP, onde foi introduzido como um dos painelistas do programa “Estado da Arte”. Ao lado de outros comentadores, Sousa expressou entusiasmo pelo que estava por vir, afirmando que o público poderia esperar o melhor dos artistas envolvidos.
Gonçalo Sousa, que já foi membro do partido Chega, anunciou a sua saída em 2024, citando discordâncias com a direção do partido. O comentador referiu que a sua decisão foi motivada por “questões ideológicas” e pela mudança de rumo do partido. Em entrevistas, Sousa destacou que o que o atraiu inicialmente ao Chega já não existia.
Os comentários controversos de Gonçalo Sousa nas redes sociais incluem afirmações sobre racismo, feminismo e questões relacionadas à comunidade LGBT. Algumas das suas publicações geraram grande polémica e foram amplamente criticadas. Por exemplo, Sousa questionou a presença de imigrantes em Portugal e fez comentários depreciativos sobre feministas, o que levantou preocupações sobre a sua adequação como comentador na RTP.
A RTP, ao decidir não contratar Gonçalo Sousa, reafirma o seu compromisso em promover um espaço de debate saudável e respeitoso. A estação pública procura assim evitar qualquer associação com opiniões que possam ser consideradas ofensivas ou discriminatórias.
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Fonte: Sapo





