A Comissão Europeia anunciou o lançamento da Rede Europeia de Centros Compreensivos de Cancro (EUnetCCC), uma iniciativa ambiciosa que visa conectar e certificar 100 centros de cancro em toda a Europa até 2028. Com um orçamento total de 112 milhões de euros, dos quais 90 milhões são provenientes de cofinanciamento europeu, esta é a maior iniciativa de saúde já apoiada pela Comissão.
A EUnetCCC tem como base cinco objetivos estratégicos. Em primeiro lugar, pretende estruturar uma rede europeia sustentável de centros de cancro. Em segundo lugar, será desenvolvido um modelo europeu de certificação para os centros de cancro. Além disso, a iniciativa visa reforçar as capacidades e reduzir as desigualdades no acesso a cuidados oncológicos. A partilha de conhecimentos e a colaboração entre os diversos países europeus também são uma prioridade, assim como garantir a sustentabilidade a longo prazo e a integração nas políticas nacionais.
Marina Zanchi, diretora da Agência Executiva Europeia para a Saúde e Digital (HaDEA), destacou a importância da EUnetCCC, afirmando que esta ação conjunta do EU4Health beneficiará os cidadãos europeus ao melhorar o diagnóstico, as opções de tratamento e os cuidados em saúde. A colaboração transnacional e a partilha de boas práticas são fundamentais para fortalecer os sistemas nacionais de cancro.
O professor Norbert Ifrah, presidente do Instituto Nacional do Cancro Francês, sublinhou que a criação desta rede representa uma mudança significativa na oncologia europeia. Com 163 parceiros em 31 países, a EUnetCCC promete trazer coerência, qualidade e equidade aos cuidados oncológicos em todos os Estados-Membros. O objetivo é que, até 2028, pelo menos 100 centros de cancro certificados estejam a operar na Europa, assegurando que 90% dos doentes elegíveis tenham acesso a cuidados de alta qualidade.
Esta iniciativa é um passo importante para melhorar a forma como os centros de cancro operam e interagem, promovendo um ambiente mais colaborativo e eficiente na luta contra a doença. Leia também: “Os desafios da oncologia na Europa e como superá-los”.
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Fonte: Sapo





