Um quadro de Pablo Picasso, avaliado em 600 mil euros, desapareceu durante o transporte entre Madrid e Granada, conforme confirmaram a polícia espanhola e a Fundação CajaGranada. A obra, intitulada “Nature morte à la guitare” (“Natureza morta com guitarra”), datada de 1919, foi denunciada como desaparecida no dia 10 de outubro.
A Fundação CajaGranada informou que, no dia 3 de outubro, recebeu mais de cinquenta quadros de uma empresa especializada em transporte de obras de arte, que foram levados de Madrid para uma exposição chamada “Natureza morta. A eternidade do inerte”. As obras foram guardadas num espaço com videovigilância até ao dia 6 de outubro, quando foram desembaladas. Foi então que se verificou que faltava o quadro de Picasso, embora estivesse listado nas guias de transporte.
De acordo com a fundação, nem todas as embalagens estavam devidamente numeradas à chegada, o que dificultou a verificação sem desembalar. As guias de transporte foram assinadas com a observação de que a confirmação final dependia da desembalagem, que ocorreu na segunda-feira, dia 6 de outubro.
A investigação revelou que a viagem de cerca de 400 quilómetros entre Madrid e Granada levou dois dias a ser concluída. Durante este percurso, a carrinha que transportava as obras fez uma paragem a cerca de 27 quilómetros do destino, onde os dois transportadores passaram a noite num pequeno hotel, alegadamente fazendo turnos para vigiar o veículo. Este aspecto da viagem está a ser analisado pela polícia.
Os especialistas em transporte de arte alertam que as viagens por estrada devem seguir rigorosas normas de acondicionamento e que a condução deve ser feita a velocidades reduzidas para evitar danos nas peças. A identidade do proprietário de “Nature morte à la guitare” não foi divulgada, mas sabe-se que se trata de um colecionador particular que adquiriu a obra há alguns anos por 60.000 euros. A obra foi posteriormente avaliada em 600 mil euros para efeitos de seguro.
A exposição “Natureza Morta. A eternidade do inerte” foi inaugurada a 9 de outubro, como previsto, e inclui obras de artistas como Juan Gris, María Blanchard, René Magritte e Fernando Botero. A polícia continua a investigar o desaparecimento de obra de Picasso, mas até ao momento não foram feitas detenções.
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Fonte: ECO





