No último fim de semana, diversas cidades dos Estados Unidos foram palco do protesto ‘No Kings’, uma mobilização que reuniu milhares de cidadãos em oposição ao governo do presidente Donald Trump. O evento, que teve como lema a defesa da liberdade e a rejeição da repressão, contou com a presença de figuras políticas, como o senador Bernie Sanders, que alertou para os perigos da presidência de Trump. “O nosso país corre perigo quando temos um presidente que ameaça prender ou encarcerar políticos que se lhe opõem”, afirmou Sanders, dirigindo-se aos manifestantes em Washington.
Os organizadores do protesto ‘No Kings’ esperavam cerca de 2.600 manifestações em todos os 50 estados, refletindo uma preocupação crescente com a vigilância governamental. A tecnologia utilizada para monitorizar os participantes, que inclui reconhecimento facial e escuta telefónica, levanta questões sobre a proteção dos direitos constitucionais. “A vigilância representa uma ameaça ao que resta da democracia norte-americana e apenas ressalta a necessidade de protestos em massa”, comentou um analista à agência Reuters.
Embora o primeiro protesto ‘No Kings’, realizado em junho, tenha sido pacífico, a retórica em torno dos eventos subsequentes tem-se intensificado. Trump e seus aliados têm caracterizado os manifestantes como terroristas e apoiantes de movimentos extremistas, o que gerou preocupação entre observadores e defensores dos direitos civis. Em resposta, senadores democratas questionaram a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, sobre o uso de tecnologia de vigilância para monitorizar os protestos, mas não obtiveram resposta.
A vigilância durante os protestos ‘No Kings’ não é uma questão nova. Documentos obtidos pela Property of the People revelam que pelo menos um centro de inteligência interno do governo dos EUA, criado após os ataques de 11 de setembro, está a acompanhar os eventos. Cidades como Sacramento, Fresno e Stockton foram identificadas como locais problemáticos para a realização dos protestos, embora tenham sido classificados como “ações não violentas”.
Os manifestantes, que se reúnem em defesa dos seus direitos, enfrentam um ambiente de crescente hostilidade. “Donald Trump demonstrou que usará agressivamente os poderes do governo para reprimir a dissidência”, disse um comentador. A expectativa é que os protestos ‘No Kings’ continuem a mobilizar cidadãos preocupados com a liberdade e a democracia nos Estados Unidos.
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Fonte: Sapo





