O Conselho de Ilha de Santa Maria emitiu um parecer desfavorável ao Plano e Orçamento dos Açores para 2026, com base na baixa taxa de execução de investimentos e na falta de respostas em várias áreas essenciais. A presidente do conselho, Dulce Resendes, sublinhou que os valores apresentados pelo Governo Regional, liderado por uma coligação de PSD, CDS-PP e PPM, são insuficientes para as necessidades da ilha.
Dulce Resendes afirmou que, apesar de um aumento significativo no orçamento destinado a Santa Maria, que ascende a mais de 5,5 milhões de euros em comparação com 2025, as taxas de execução têm sido alarmantemente baixas. “Em 2023, apenas 50% do orçamento foi concretizado”, destacou a presidente, referindo-se à realidade que contrasta com as promessas feitas nos últimos anos.
Um dos pontos críticos levantados foi a situação das estradas regionais, que se encontram em péssimas condições. Para 2025, estavam orçamentados 399 mil euros para a sua reabilitação, mas até ao momento não foi gasto um único cêntimo. Para 2026, o valor projetado é de apenas 81 mil euros, o que levanta preocupações sobre a viabilidade de qualquer investimento real.
Além disso, o parecer desfavorável do Conselho de Ilha de Santa Maria também menciona a falta de concretização de diversos projetos prometidos pelo Governo Regional, como a proteção costeira da Praia Formosa e a requalificação dos loteamentos na zona do aeroporto, onde foi prometido um investimento de sete milhões de euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Na área da saúde, os valores previstos para a Unidade de Saúde de Santa Maria, para o parque escolar e para a preservação do património foram considerados insuficientes. A ausência de referências à retoma dos transportes marítimos de passageiros para a ilha também foi uma preocupação expressa.
Por último, o Conselho de Ilha de Santa Maria criticou a falta de investimentos em energias renováveis, como a aquisição de baterias para armazenar a energia eólica e fotovoltaica. O Plano e Orçamento dos Açores para 2026 será discutido e votado na Assembleia Regional em novembro, mas as preocupações levantadas pelo conselho indicam que a população de Santa Maria espera mais do que promessas.
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Fonte: Sapo





