O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje a realização de “ações vigorosas contra alvos terroristas” na Faixa de Gaza, numa decisão que surge nove dias após a implementação de um cessar-fogo. O comunicado do gabinete de Netanyahu não esclarece se esta ordem implica o fim do acordo com o Hamas.
A tensão escalou após o Hamas ter sido acusado de violar o cessar-fogo, levando Netanyahu a consultar o ministro da Defesa e os principais responsáveis pela segurança do país. Em resposta, Israel já lançou uma série de ataques aéreos na cidade de Rafah, onde o Hamas teria atacado uma escavadora militar israelita, utilizada para destruir túneis da organização.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Givr, pressionou Netanyahu a intensificar a ofensiva em Gaza, pedindo que fosse mobilizado todo o efetivo militar disponível. O Hamas, por sua vez, defendeu que a destruição da escavadora ocorreu durante um confronto entre as suas forças e os soldados israelitas, que estavam a tentar eliminar Yasser Abu Shabab, líder de uma milícia rival.
No sábado, os Estados Unidos alertaram sobre informações que indicavam um “ataque iminente” do Hamas contra civis palestinianos, o que representaria uma violação clara do cessar-fogo. O Hamas rejeitou estas acusações, responsabilizando Israel por armar e financiar outras milícias que, segundo o grupo, têm estado envolvidas em crimes como assassinatos e roubos de ajuda humanitária.
O cessar-fogo em Gaza, que foi proposto pelos Estados Unidos e acordado entre Israel e o Hamas, teve início a 10 de outubro e previa três fases: a libertação de reféns, o desarmamento do Hamas e a reconstrução gradual da região sob supervisão internacional. Contudo, com o recente aumento das hostilidades, a continuidade deste acordo parece agora incerta.
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Gaza Nota: análise relacionada com Gaza.
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Fonte: Sapo





